Uma Festa no Deserto – Parte III

Esse post é parte 3 de 4 na série Uma Festa no Deserto!

jesus aquele que cura

A narrativa Bíblica nos mostra de forma clara o motivo que levou Deus a conduzir seu povo pelo deserto.

E aconteceu que, quando Faraó deixou ir o povo, Deus não os levou pelo caminho da terra dos filisteus, que estava mais perto; porque Deus disse: Para que, porventura, o povo não se arrependa, vendo a guerra, e tornem ao Egito. Mas Deus fez rodear o povo pelo caminho do deserto perto do mar Vermelho; e subiram os filhos de Israel da terra do Egito armados  (Êxodo 13. 17-18 RC Ilumina Gold 2009).

Segundo Êxodo no capitulo doze versículo trinta e sete, falamos de aproximadamente seiscentos mil homens sem contar mulheres, crianças e idosos, que eram escravos no Egito, ainda que agora estivessem armados. Mesmo estando em jogo sua liberdade dificilmente um escravo poderia atuar como um guerreiro, pois a realidade de seu dia a dia é a de submissão total, Deus sabia que eles não estavam prontos para enfrentar os filisteus.

Historicamente os filisteus são conhecidos como um povo agressivo que ocupou parte do sudoeste da Palestina, conhecido e temido por usar armas de ferro e por suas estratégias na arte da guerra, em sua primeira ocupação fizeram aliança com Abraão (Gênesis 21. 22-34), já na segunda ocupação mostraram-se sem misericórdia para com os povos da terra e por isto tornaram-se adversários de Israel por longo tempo. Imagine deparar-se com os guerreiros filisteus na saída do Egito, certamente seria uma carnificina, Deus conhece o coração do homem, conhece suas limitações, seus medos, sua fraqueza, por este motivo os conduziu pelo deserto.

Talvez você esteja se perguntando, mas se Deus operou tantos milagres o que seriam os filisteus? Em frente de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar Vermelho, perto de Baal-Zefom não havia o que eles pudessem fazer, havia apenas uma saída…, a saída do milagre, o mar se abre e eles cruzam andando em terra seca.

O caminho que atravessava a terra dos filisteus certamente era mais perto, no entanto eles não estavam prontos para contemplar uma guerra o que nos dá a entender que teriam de lutar. A guerra poderia provocar no povo o arrependimento. Compreender esta questão significa lembrar que Deus não tirou o povo do Egito contra sua própria vontade, havia um consentimento em seguir as instruções de Deus, esta é a questão, livre arbítrio.

Deus precisava moldar ensinar, mostrar a eles quem Ele é, como fazer isto em meio a guerra? Dando-lhes mais uma vitória! Eles já sabiam que Deus poderia lhes dar vitória, precisavam entender que Deus desejava estar em seu meio, ser o seu Deus independente de qualquer fato a sua volta, precisavam relacionar-se com Deus, só assim aprenderiam a ama-lo com todo coração, de toda sua alma, com toda sua força.

Os milagres registrados no Egito dizem respeito a uma ação divina em beneficio de um povo escravizado, agora algo ainda mais difícil estava por acontecer, Deus transformaria este povo em uma nação, para que através deles falasse a toda humanidade. Isto só seria possível mediante um relacionamento, onde o consentimento mutuo seria o fator chave para o milagre.

O deserto oferecia as condições necessárias ao propósito que Deus tinha para este povo. Deserto um lugar abandonado; despovoado; silencioso; lugar solitário. O tempo de travessia do deserto seria suficiente para que a ação Deus alcançasse seu propósito, no deserto de Sur, na porção noroeste do Sinai, ao sul da estrada costeira que vai do Egito a Fílistia e faz fronteira a leste com o vale el-Arish, começou o milagre, Deus leva aquele povo de encontro a promessa feita a Abraão.

Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra. (Gênesis 12. 1-3 RC Ilumina Gold 2009)

Ao pôr-do-sol, caiu profundo sono sobre Abrão, e grande pavor e cerradas trevas o acometeram; então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas. E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice. Na quarta geração, tornarão para aqui;… (Gênesis 15. 12-16 RC Ilumina Gold 2009)

 As características do deserto, não são motivo para temermos a final, no deserto:

  • · Deus transformou um povo escravo em nação.
  • · Deus dá uma estrutura governamental para que seu povo seja organizado com leis que determinariam um sistema de governo.
  • · Deus normatiza a forma como eles devem se chegar a ele, criando com isto um sistema devocional com base em um relacionamento entre Ele e seu povo.
  • · Deus faz uma aliança com o povo.
  • · No deserto… Deus passa a habitar entre os filhos de Israel.
  • · No deserto… Deus volta a andar em meio à humanidade.

Estes fatos revelam de forma objetiva o motivo da festa, Deus volta a andar em meio ao ser humano através de seu povo.

E subiu Moisés a Deus, e o Senhor o chamou do monte, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel: Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim; agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha. E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel. E veio Moisés, e chamou os anciãos do povo, e expôs diante deles todas estas palavras que o Senhor lhe tinha ordenado. Então, todo o povo respondeu a uma voz e disse: Tudo o que o Senhor tem falado faremos. E relatou Moisés ao Senhor as palavras do povo. (Êxodo 19. 3-8 RC Ilumina Gold 2009)

Num lugar despovoado, solitário, silencioso, Deus trouxe aquele povo até sua presença, no deserto eles ouviram a voz de Deus, escutaram o que Ele tinha a dizer, entenderam que sua vontade era estabelecer uma aliança, para que eles se tornassem um reino sacerdotal, um povo santo, tornando-os sua propriedade diante de todos os povos da terra.

Só se pode fazer uma aliança quando duas partes (pessoas) estão de acordo. De acordo com o que? Com os termos que regem a aliança onde cada um tem seus direitos e deveres, sendo assim Deus os estava escolhendo para ser sua propriedade particular dentre os povos, sua tarefa era amá-lo, ouvindo sua voz, guardando seus estatutos.

Reino sacerdotal, para interceder por outros diante de Deus, esta foi a função básica dada por Deus aos Israelitas (ser um sacerdote, aquele que intercedesse pelos demais diante de Deus, que representasse as nações em sua presença) e por isto deveriam ser santos (separados única e exclusivamente para o Senhor ).

Isto aconteceu no deserto.

Você precisa de mais motivos para que o povo realizasse uma festa no deserto?

Quando Deus conduz alguém ao deserto, por certo, grandes coisas irão acontecer.

Porque muitos cristãos temem quando o assunto é deserto.

Por que… (Parte IV)

Navegar na Série<< Uma Festa no Deserto ( Parte II )Uma Festa no Deserto – Parte Final >>

Tags , , , , .Adicionar aos favoritos o Link permanente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *