Uma Festa no Deserto – Parte Final

Esse post é parte 4 de 4 na série Uma Festa no Deserto!

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Infelizmente a cultura eclesiástica brasileira perdeu a essência do Rhema (palavra revelada) quando nossos ministros aderiram a mensagem sermonar, preferindo escolher o tema a ser pregado, para dai buscar o respaldo bíblico (eixegese), o que pode ocasionar erros gravíssimos de interpretação, gerando com isto uma homilética herética ao entendimento humano.

No deserto Deus provou o Espírito do homem.

A Palavra mostra claramente a incapacidade do povo em crer na manifestação de Deus, o que pode ser visto em várias situações e passagens bíblicas:

Afinal, chegaram a Mara; todavia, não puderam beber as águas de Mara, porque eram amargas; por isso, chamou-se-lhe Mara. E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?Então, Moisés clamou ao Senhor, e o Senhor lhe mostrou uma árvore; lançou-a Moisés nas águas, e as águas se tornaram doces. Deu-lhes ali estatutos e uma ordenação, e ali os provou, e disse: Se ouvires atento a voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvido aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o Senhor, que te sara. (Êxodo 15. 23-26 RA Ilumina Gold 2009)

Toda a congregação dos filhos de Israel murmuroucontra Moisés e Arão no deserto; disseram-lhes os filhos de Israel: Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do Senhor, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar! Pois nos trouxestes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão.Então, disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu ponha à prova se anda na minha lei ou não. (Êxodo 16. 2-4 RA Ilumina Gold 2009)

Contendeu, pois, o povo com Moisés e disse: Dá-nos água para beber. Respondeu-lhes Moisés: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao Senhor? Tendo aí o povo sede de água, murmurou contra Moisés e disse: Por que nos fizeste subir do Egito, para nos matares de sede, a nós, a nossos filhos e aos nossos rebanhos? Então, clamou Moisés ao Senhor: Que farei a este povo? Só lhe resta apedrejar-me. Respondeu o Senhor a Moisés: Passa adiante do povo e toma contigo alguns dos anciãos de Israel, leva contigo em mão o bordão com que feriste o rio e vai. Eis que estarei ali diante de ti sobre a rocha em Horebe; ferirás a rocha, e dela sairá água, e o povo beberá. Moisés assim o fez na presença dos anciãos de Israel. E chamou o nome daquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós ou não? (Êxodo 17. 2-7 RA Ilumina Gold 2009)

Mesmo tendo presenciado as maravilhas que Deus fez no Egito o povo tinha grande dificuldade em confiar, em crer, em compreender que Deus queria mostrar a eles seu amor. Após terem concordado em ouvir ao Senhor e guardar o seu concerto, (Êxodo 19. 3-8) no momento em que Deus lhes dava por meio de Moisés a Lei que os tornaria uma nação, eles cometem um grave pecado.

Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido. Disse-lhes Arão: Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas e trazei-mas. Então, todo o povo tirou das orelhas as argolas e as trouxe a Arão. Este, recebendo-as das suas mãos, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. (Êxodo 32. 1-4 RA Ilumina Gold 2009)

Não existe na história bíblica um período onde Deus tenha manifestado tanto seu poder como no deserto, isto porque sua vontade era de estar novamente com o ser humano, para assim revelar seu amor.

O que se vê a partir deste ponto da Escritura, são manifestações de amor por parte de Deus e rebeldia, murmuração e incredulidade por parte do povo, que parece interessado apenas no que Deus pode fazer. Este é o momento que a Igreja vive hoje, mensagens que dão ênfase no que Deus pode fazer: Haveria para Deus algo impossível?

A diferença no deserto esta no que realmente sentimos por aquele que deu sua vida por nós, se constatarmos que amamos a Deus, o deserto se tornara em fontes de águas vivas e gozaremos a plenitude da vontade de Deus: a promessa.

Se quisermos apenas a benção e não crermos na promessa de Deus, corremos o risco de não alcançarmos a promessa, apesar de sermos abençoados.

Querido irmão, amigo, leitor, você pode ser abençoado por Deus sem ter direito a sua promessa.

De que promessa estamos falando?

A promessa feita mediante a aliança por meio de Jesus Cristo, a SALVAÇÃO. O que nos dá direito a tal promessa, uma vida de fé na pessoa de Jesus, na sua Palavra, na expectativa de que a qualquer momento a promessa se cumprirá.

Deserto é um lugar de festa, pois ali Deus estabeleceu sua aliança com Israel, ali Deus voltou a habitar em meio ao povo, no deserto:

  • Não faltou água:Êxodo 15. 23-26 ; Êxodo 17. 2-7 ; Números 20. 1-11.
  • Não faltou comida: Êxodo 16. 2-4.
  • Seu guia era Deus: Êxodo 13. 21-22.

A Lei dada por Deus, além de mostrar ao povo seus pecados, tratava-os diretamente conforme o grau havia uma consequência ou um sacrifício a fim de fazer expiação por tal pecado. O povo de Israel não conseguiu obedecer a Lei devido a ação do pecado original, uma vez que este produziu a degeneração da natureza divina no homem, tornando-o um ser natural.

Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. (Romanos 8. 7-8 RA Ilumina Gold 2009)

Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera:Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado. Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri. E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte. Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou. Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom. Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno. Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado. (Romanos 7. 7-14 RA Ilumina Gold 2009)

O povo pereceu no deserto devido a sua condição natural, não creram em Deus e por isto foram tratados segundo as normas da Aliança – A Lei.

Deus cumpriu todas as suas promessas ao povo, não deixou faltar nada para eles assim como para nós não faltará nada, no entanto precisamos vencer a força do pecado que reside em nós. Por este motivo Deus enviou seu Filho a fim de tratar a origem do pecado; a natureza humana.

O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. (Ev. João 1. 10-14 RA Ilumina Gold 2009)

Junho de 2013, Deus por meio de sua Igreja está chamando homens e mulheres a uma festa, a humanidade está sendo convidada para as bodas do cordeiro.

Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do Senhor? (Isaías 53.1)

Como Moisés no passado, a Igreja é portadora da boa nova (Evangelho) aos homens.

Existe uma solução, seu nome é JESUS.

Ao compreendermos o chamado divino entenderemos que se trata de algo maior do que as tantas bênçãos que iremos receber da parte de Deus, trata-se de SALVAÇÃO.

No deserto da vida, não nos faltará absolutamente nada, Deus por meio de seu Filho Jesus nos deu todas as coisas e nos predestinou para através de Cristo conquistarmos a promessa.

O crente natural gozará das bênçãos de Deus tal qual os israelitas no deserto, mas poderá não entrar no terreno da promessa, como ocorreu com aquela geração. Quarenta anos no deserto foi a consequência de uma vida natural, Deus nos chama por meio de seu Espírito a uma vida espiritual.

Não tema o deserto, pois está escrito:

E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas. Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, (2Corintios 5. 17-18 RA Ilumina Gold 2009)

Uma vez que;

O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito. (João 3. 6 RA Ilumina Gold 2009)

A Salvação diz respeito ao milagre do novo nascimento, pois somente mediante o arrependimento e a fé em Jesus, o ser humano poderá estar novamente em aliança com Deus.

Portanto:

Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça. Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita.Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. (Romanos 8. 9-14 RA Ilumina Gold 2009)

Mesmo estando no deserto deste mundo, podemos fazer festa afinal, não somos mais do mundo. Somos portadores da promessa, somos povo de Deus. É tempo de festa, é tempo de comemorarmos esta grande vitória conquistada por Jesus, ainda que existam pedras ao nosso redor, é tempo de testificarmos ao mundo: Jesus está vivo e em breve voltará.

Querido irmão, o Espírito de Deus habita em você, você tem uma aliança com Jesus, você é um sacerdote do Deus vivo entre as pessoas que te cercam, embaixador, representante do reino.

Não tema o deserto, não tema o mundo, apenas deixe que o Espírito te conduza a fim de que o nome de Cristo Jesus seja glorificado através da tua vida.

FAÇA PARTE VOCÊ TAMBÉM, DESTA FESTA NO DESERTO.