A Travessia do Rio Hudson – Um Sonho que Eu Tive!

riohusdson

Rio Hudson

Nesta madrugada sonhei que estava fazendo uma precária travessia de um grande rio.

Não era sobre uma ponte moderna, em um automóvel luxuoso, era uma travessia a pé, descalço, sobre uma ponte de madeira muito precária que em alguns lugares chegava a tocar nas águas daquele rio, ao ponto de molhar os meus pés.

A travessia era muito longa, porém eu estava quase na margem daquele grande rio, a poucos metros.

Me acompanhavam na travessia milhares de pessoas e outras milhares aguardavam na margem oposta o momento de atravessar.

Eu segurava no colo uma criança, com a outra mão guiava outra um pouco mais velha, que por sua vez segurava na mão de uma mulher, que creio ser estes a minha mulher e meus filhos, apesar de não ver seus rostos.

A margem do rio ao qual chegávamos tinha um certo declive, um pequeno monte, a estrada que seguia era de terra batida, um pouco lamacenta na margem do rio, provavelmente por aquelas pessoas estarem pisando com os pés molhados.

No início daquela pequena elevação estavam alguns cavaleiros, montado em seus cavalos com roupas de batalha, estavam a frente daquela multidão como se certificando que o caminho estava seguro para que todos seguissem em frente.

Naquele momento ouvi alguém falar “Rio Hudson”, que é um rio 507 km que corre de norte a sul, principalmente através do leste de Nova York nos Estados Unidos.

A travessia era difícil e muito arriscada, pois a ponte balançava com as águas do rio, mas o fato de estar no fim da travessia me dava um certo alívio.

Observo para esse sonho como os momentos de tribulações que tantos de nós que nascemos de novo em Jesus estamos atravessando.

As dificuldades da Igreja de Cristo nos dias de hoje, dos que são assassinados nas “guerras santas” espalhadas pelo mundo simplesmente por professarem sua fé.

Dos que sofrem dia após dia em uma sociedade corrompida em seus valores, onde fica cada vez mais difícil ser o que somos e professarmos a nossa fé sem sermos estigmatizados e muitas vezes tratados como alienados por essa sociedade totalmente corrompida em seus valores básicos.

Apesar de estar perto do fim da travessia, me sinto entristecido ao recordar dos milhares que ainda esperam para atravessar a ponte, que se encontrava tão precária e frágil como esse mundo em que vivemos, não sabendo se daria tempo de todas aquelas pessoas concluírem a travessia.

Por outro lado, apesar de toda precariedade, me recordo daqueles soldados a frente daquela multidão preparando um caminho seguro para seguirmos em frente, assim como faz nosso poderoso Deus todos os dias da nossa vida enviando seus anjos para nos guardarem dos infortúnios que esse mundo de trevas tenta nos impor.

Queria encerrar dizendo aos meus irmãos em Cristo espalhados pelos quatro ventos, que apesar das dificuldades nunca se sintam só, pois em espírito estamos cercados de uma multidão e a nossa frente, guiando nossos passos, vai o comandante dos Exércitos Celestiais para que concluamos a nossa travessia nessa terra de trevas em segurança, até o dia de nos encontramos com nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Que a graça e paz do nosso Senhor e Salvador sejam com todos vocês, meus irmãos!

TENHAM MAIS FÉ E MENOS MEDO!

medo

Tenho ouvido muito no meio Cristão a palavra medo, sendo proferida pela boca de muitos dos meus irmãos em Cristo e isso tem me incomodado muito.

Sei que o mundo cada dia se torna um ambiente mais hostil para todos nós, com assaltos, homicídios e toda sorte violência que possamos imaginar e também a que nem sequer imaginamos que o ser humano é capaz de fazer.

Mas eu pergunto:

A fé e o medo podem coexistir, ou melhor, posso dizer que tenho fé e no instante seguinte dizer que tenho medo?

Pois bem, vamos primeiro ver a definição de medo e de fé, segundo o dicionário Michaelis:


sf (lat fide1 Crença, crédito; convicção da existência de algum fato ou da veracidade de alguma asserção. 2 Crença nas doutrinas da religião cristã. 3 A primeira das três virtudes teologais. 4 Fidelidade a compromissos e promessas; confiança: Homem de fé.

medo3
me.do3
(êsm (lat metu1 Perturbação resultante da ideia de um perigo real ou aparente ou da presença de alguma coisa estranha ou perigosa; pavor, susto, terror.

A palavra em Isaías 12:2 diz:

“DEUS É MEU SALVADOR, EU CONFIAREI NELE E NÃO TEREI MEDO, POIS O SENHOR ME DÁ FORÇA E PODER, ELE É MEU SALVADOR…”

No dicionário vemos que a palavra fé é sinônimo de confiança, logo como posso ter feito Jesus como meu Senhor ao mesmo tempo que tenho medo e dou testemunho desse medo para os que não são nascidos de novo, será esse um bom testemunho que estamos dando de nosso Salvador?

Será que com nosso testemunho de ter medo de tudo estamos mostrando aos outros que confiamos e temos fé no Senhor?

Será que cremos nas Escrituras, ou podemos descartar algumas partes como essa do Salmo 91:

“Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-poderoso pode dizer ao Senhor: Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio. Ele o livrará do laço do caçador e do veneno mortal. Ele o cobrirá com as suas penas, e sob as suas asas você encontrará refúgio; a fidelidade dele será o seu escudo protetor. Você não temerá o pavor da noite, nem a flecha que voa de dia, nem a peste que se move sorrateira nas trevas, nem a praga que devasta ao meio-dia. Mil poderão cair ao seu lado, dez mil à sua direita, mas nada o atingirá.  Salmos 91:1-7

Qual a diferença entre nós e o mundo se continuarmos dando esse testemunho de medo para ele?

Não estou dizendo aqui que existe alguém na face da terra que não tema nada, ou querendo passar aqui a impressão de ser um “Super Crente”, estou dizendo apenas que não dê um mal testemunho da sua fé, expondo seus medos para o mundo, pois assim fazendo estais agindo exatamente como Jó, que fazia sacrifícios para o Senhor e orava constantemente pelos seus filhos (Jó 1:5) e no final ele mesmo diz:

“O que eu temia veio sobre mim; o que eu receava me aconteceu.  3:25

Será que o mundo já compreendeu isso com a teoria do pensamento positivo, do conhecido “o segredo” ou da lei da atração e nós que somos crentes ainda não entendemos que, toda vez que abrimos nossas bocas e bradamos aos quatro ventos que temos medo de algo, estamos dando ideia ao nosso adversário da próxima pedra de tropeço, do próximo laço que ele deve lançar em nossas vidas?

Será que fazendo isso não estamos dizendo ao mundo: “Eu sou Cristão, mas não confio que Jesus possa me guardar de todo mal que está no mundo!”

Tento imaginar o quão triste o nosso Salvador vê a nossa postura nesses momentos, pois com nossas bocas dizemos:”Maior é o que está em mim do que o que está no mundo!” e no instante seguinte essa mesma boca diz: “Morro de medo de ser assaltado!”

Mas essa apostasia no meio do povo de Deus já estava nas Escrituras, uma fé morta, que é proferida com as nossas bocas ao mesmo tempo que não é vivida, mas um sinal dos tempos que estamos vivendo.

Uma igreja morna, como em Laodicéia:

“Ao anjo da igreja em Laodicéia escreva: Estas são as palavras do Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o soberano da criação de Deus. Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, nem frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca. Apocalipse 3:14-16″

Sei que viver nesse mundo de trevas não está fácil, mas façam um favor a si mesmo: TENHAM MAIS FÉ E MENOS MEDO!