Uma Festa no Deserto… Parte I

Esse post é parte 1 de 4 na série Uma Festa no Deserto!

A fome se estendia sobre a terra, sem ter opção Jacó envia seus filhos ao Egito, pois eles tinham mantimento em estoque e estavam vendendo a quem os procurasse. Tamanha surpresa foi a de Jacó quando soube que o governador do Egito era José, seu filho.

chamado por Deus

Porém, havendo-lhe eles contado todas as palavras de José que ele lhes falara, e vendo ele os carros que José enviara para levá-lo, reviveu o espírito de Jacó, seu pai. E disse Israel: Basta; ainda vive meu filho José; eu irei e o verei antes que eu morra. (Gênesis 45. 27-28 RC Glow 2011)

Este foi o motivo que levou Israel ao Egito com toda sua prole.

Todas as almas que vieram com Jacó ao Egito, que descenderam dele, fora as mulheres dos filhos de Jacó, todas foram sessenta e seis almas. E os filhos de José, que lhe nasceram no Egito, eram duas almas. Todas as almas da casa de Jacó, que vieram ao Egito, foram setenta. (Gênesis 46. 26-27 RC Glow 2011)

Na verdade o Egito foi uma provisão divina para Israel, onde Deus usou como instrumento o filho que Jacó pensava ter perdido, José. Mesmo tendo passado por momentos terríveis José tornou-se segundo a vontade de Deus o governador de todo o Egito. Por conta da administração de José, o Egito passou a ser uma grande potencia, tornando-se o país mais rico daquele período, na verdade um dos impérios mais ricos que se tem noticia.

Como nação o Egito cresceu em torno do Rio Nilo e sua crescente fértil, o que lhe deu uma excelente condição para irrigação de lavouras, pois seu recurso natural mais importante era o solo. Destaca-se além do cultivo de grãos e vegetais a fabricação de tecidos, a criação de bovinos, ovinos, suínos e equinos, como também seu suprimento de pedras tais como granito, alabastro, ouro e pedras preciosas. Por este motivo tornou-se um grande centro comercial, onde também se encontrava o papiro para escrita, por isto a atividade marítima na região também se tornou intensa.

Nos bastidores da história Egípcia surge o povo hebreu ou israelitas, por este motivo, historicamente não existe muita informação isto porque, seu crescimento ocorre em meio ao desenvolvimento egípcio onde se tornaram escravos.

Mas os descendentes de Jacó, os israelitas, tiveram muitos filhos e aumentaram tanto, que se tornaram poderosos. E eles se espalharam por todo o Egito. Depois o Egito teve um novo rei que não sabia nada a respeito de José. Ele disse ao seu povo: – Vejam! O povo de Israel é forte e está aumentando mais depressa do que nós. Em caso de guerra, eles poderiam se unir com os nossos inimigos, lutariam contra nós e sairiam do país. Precisamos achar um jeito de não deixar que eles se tornem ainda mais numerosos. (Êxodo 1. 7-10 RC Ilumina Gold 2009)

O crescimento numeroso dos descendentes de Jacó e o medo de um estado de guerra levou o novo Faraó a temer os israelitas, afinal os consideravam poderosos, tal sentimento deu origem a escravidão.

Por isso os egípcios puseram feitores para maltratar os israelitas com trabalhos pesados. E assim os israelitas construíram as cidades de Pitom e Ramessés, onde o rei do Egito guardava as colheitas de cereais. Porém quanto mais os egípcios maltratavam os israelitas, tanto mais eles aumentavam. Os egípcios ficaram com medo deles e os tornaram escravos, tratando-os com brutalidade. Fizeram com que a vida deles se tornasse amarga, obrigando-os a fazer trabalhos pesados na fabricação de tijolos, nas construções e nas plantações. Em todos os serviços que os israelitas faziam, eles eram tratados com crueldade. (Êxodo 1. 11-14 RC Ilumina Gold 2009)

Ouvimos muito sobre a libertação do povo de Deus, sobre sua passagem pelo mar vermelho, no entanto existem outras questões a serem vistas. Libertar seu povo foi o segundo passo dado por Deus em relação às necessidades dos seus filhos. Primeiro o Senhor mostra seu poder a faraó, logo após os conduz pelo deserto até em frente de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar Vermelho, perto de Baal-Zefom onde o povo se viu entre o mar vermelho e o exército de faraó. Neste local Deus daria sua última demonstração de poder aos egípcios, mostrando a seu povo que Ele é o Grande Eu Sou, o Deus Todo Poderoso em quem eles poderiam confiar, em quem você pode confiar.

 Continua…

Uma Festa no Deserto ( Parte II )

Esse post é parte 2 de 4 na série Uma Festa no Deserto!

origin_5883877265Seria impossível conduzir um povo tão numeroso sem uma liderança, para tal tarefa Deus escolhe um homem chamado Moisés, cuja missão era representar Deus diante do povo e do Faraó. Sentindo o peso de sua responsabilidade Moisés até tenta, mas não resiste ao poder daquele que se apresenta como o Grande Eu Sou O Que Sou. Esta é a ordem que Deus dá a Moisés:

…e irás, tu e os anciãos de Israel, ao rei do Egito, e dir-lhe-eis: O Senhor, o Deus dos hebreus, nos encontrou; agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, para que sacrifiquemos ao Senhor, nosso Deus. (Êxodo 3. 18 RC Ilumina Gold 2009)

A ideia expressa neste versículo nos mostra claramente o que está ocorrendo, Faraó trata o povo hebreu como escravos submetendo-os a várias barbáries, sua postura é de alguém que tem poder sobre a vida e a morte, alguém que deve ser servido. Moisés não sabia como Deus faria tal obra, sabia apenas que Deus os libertaria do Egito, sendo assim ele vai a Faraó e lhe transmite a ordem de Deus.

E, depois, foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto. (Êxodo 5. 1 RC Ilumina Gold 2009)

Uma festa no deserto…

Moisés sabia que o povo deveria sacrificar, pois a palavra do Senhor já tinha vindo a ele neste sentido, ele interpreta tal sacrifício como uma festa onde o povo deveria devotar-se inteiramente ao seu Deus, o verdadeiro Deus. Por este motivo expressa em sua fala exatamente aquilo que é vontade do Senhor ao dar a ordem para Faraó.

Para Deus, deserto é lugar de sacrifício, para Moisés,

um lugar de festa.

Deus queria que seu povo sacrificasse a Ele. A palavra sacrifício tem entre outros significados sujeitar, devotar-se inteiramente a alguém ou a algo; ato de separar-se; tornar algo ou alguma coisa sagrada por meio de holocausto ou de ofertas a uma divindade. Em hebraico “zãbhah” que descreve um sacrifício feito para criar comunhão ou selar um pacto, também descrita na lei por “corbã” que literalmente significa “que é trazido para perto”. Deus queria trazer o povo para perto de si, mas isto exigiria deles sujeição, devoção, separação, onde um pacto seria firmado por meio de holocaustos.

Para Moisés, o deserto é um lugar de festa. Toda festa tem sua razão de ser, de existir. Festejamos aniversário, o início de mais um ano, o dia das mães, dos pais, das crianças, da independência, no entanto existem festas que são diferenciadas, tais como, casamento, formatura, quinze anos, neste caso o que se comemora é na verdade um marco na vida de uma pessoa. Só comemoramos quinze anos uma vez, nos formamos apenas uma vez em uma determinada ciência e segundo a vontade de Deus o casamento deve ser único. Não estamos falando da festa em si, mas de acontecimentos que marcam a vida das pessoas, acontecimentos que nos levam a festejar, neste caso trata-se de libertação. Moisés sabe o que vai acontecer, Deus libertará seu povo, por isto traz em sua fala a idéia de festa.

Faraó sabia que a festa a qual Moisés falava envolvia sacrifícios de sangue, o que aos olhos dos egípcios era algo abominável, significava que eles iriam servir a outro, esta foi sua interpretação e por isto respondeu conforme o que pensava ser, um deus.

“Mas Faraó disse: Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel”. (Êxodo 5. 1 RC Ilumina Gold 2009)

A partir dai começa um confronto entre o governante mais poderoso daquele período e o Deus que criou a céu e a terra, no epicentro deste, está o povo escolhido pelo Senhor. Nove pragas, muitas advertências e ainda assim Faraó se negou a libertar os israelitas, se negava a reconhecer o poder de Deus. Observando as ordens do Senhor, o povo hebreu sacrifica no Egito, enquanto comem, o Senhor “passa” pela terra do Egito e fere todo primogênito de homens e animais. Na verdade o Senhor também passou pela casa dos hebreus, no entanto os umbrais de suas portas estavam sinalizados com o sangue do cordeiro, morto em holocausto. Esta tornou-se a primeira festa dos judeus, a Páscoa, ou Pesah que significa passagem, saída, sacrifício do cordeiro. Êxodo 12. 1-13.

Enfim livres!

Em frente de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar Vermelho, perto de Baal-Zefom o povo se vê em uma situação desesperadora, entre o mar e o exército de Faraó. Neste local Deus deu sua última demonstração de poder aos egípcios, mostrou a seu povo que Ele é o Grande Eu Sou, o Deus Todo Poderoso em quem eles poderiam confiar. A mensagem de Deus diante do pavor em que encontrava seu povo foi, marchem, diga ao povo que marche!

“E tu Moisés, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco.” (Exodo 14. 16 RC Ilumina Gold 2009)

Os israelitas contemplam o corpo de seus inimigos, mortos à beira da praia (Êxodo 14. 30-31), este é o Deus que irá pelejar por você, não importa o seu problema, seja financeiro, seja na saúde, seja familiar, seja nas tuas relações sociais, Deus pelejará por você. Tome o exemplo de Moisés e estenda a tua vara segundo a ordem de Deus, contemple o milagre a sua frente.

Livres! O povo está livre, seus inimigos mortos, seu passado ficou para traz, a sua frente um futuro, a sua frente o deserto.

 Afinal! Porque Deus os levou para o deserto?