O que a Bíblia diz sobre o que acontece quando morremos? Texto

Esse post é parte 2 de 3 na série Desfazendo a Idolatria!

Graça e Paz! Meus amados!

Continuando aquele novo propósito de Deus que falei para vocês na última ministração, hoje responderemos mais uma pergunta, usando a bíblia como resposta e respaldo.

Hoje responderemos a seguinte pergunta:

O que a bíblia diz sobre o que acontece quando morremos? 

Vamos ver primeiro o que as diversas crenças e religiões dizem sobre a vida após a morte:

 Fonte revista época on-line

Religião/Crenças

Crença

Admitem

Filosofia

  • Gregos Pitágoras, Platão e Plotino: Sobrevivência do espírito e julgamento após a morte;

  • Francês Sartre: única existência do individuo na terra, sem nada antes do nascimento e nem após a morte;

Julgamento

 Sobrevivência do Espírito

Doutrina niilista

Sendo a matéria a única fonte do ser, a morte é considerada o fim de tudo.

 Nada

Doutrina panteísta

O Espírito, ao encarnar, é extraído do todo universal. Individualiza-se em cada ser durante a vida e volta, com a morte, à massa comum.

 Somos parte de um todo e voltamos a esse todo ao morrermos

Dogmatismo Religioso

A alma, independente da matéria, sobrevive e conserva a individualidade após a morte. Os que morreram em ‘pecado’ irão para o fogo eterno; os justos, para o céu, gozar as delícias do paraíso.

Julgamento

Céu e Inferno

 Sobrevivência do Espírito

Budismo

prega o renascimento ou reencarnação. Após a morte, o espírito volta em outros corpos, subindo ou descendo na escala dos seres vivos (homens ou animais), de acordo com a sua própria conduta.

Sobrevivência do Espírito

Reencarnação em homens ou animais

Hinduísmo

A visão hindu de vida após a morte é centrada na idéia de reencarnação. Quando o corpo morre ocorre a transmigração. A alma passa para o corpo de outra pessoa ou para um animal, a depender das nossas ações, pois a toda ação corresponde uma reação – Lei do Carma. Enquanto não atingimos a libertação final – chama de moksha -, passamos continuamente por mortes e renascimentos. Os hindus possuem crenças distintas, mas todas são baseadas na idéia de que a vida na Terra é parte de um ciclo eterno de nascimentos, mortes e renascimentos.

Sobrevivência do Espírito

Reencarnação em homens, animais e plantas.

Islamismo (Religião Muçulmana)

Para o islamismo, Alá (Deus) criou o mundo e trará de volta a vida todos os mortos no último dia. As pessoas serão julgadas e uma nova vida começará depois da avaliação divina. Esta vida seria então uma preparação para outra existência, seja no céu ou no inferno. Quando a pessoa morre, começa o primeiro dia da eternidade. Ao morrer, a alma fica aguardando o dia da ressurreição (juízo final) para ser julgado pelo criador.

Julgamento

Céu e Inferno

 Sobrevivência do Espírito

Espiritismo

Defende a continuação da vida após a morte num novo plano espiritual ou pela reencarnação em outro corpo. Aqueles que praticam o bem, evoluem mais rapidamente. Os que praticam o mal, recebem novas oportunidades de melhoria através das inúmeras encarnações. Crêem na eternidade da alma e na existência de Deus, mas não como criador de pessoas boas ou más. Deus criou os espíritos simples e ignorantes, sem discernimento do bem e do mal. Quem constrói o céu e o inferno é o próprio homem.

Céu e Inferno construído pelo próprio homem

 Sobrevivência do Espírito

Rencarnação em seres humanos

Igreja evangélica

Como no catolicismo, os evangélicos acreditam no julgamento, na condenação (céu ou inferno) e na eternidade da alma. A diferença é que o morto faz uma grande viagem e a ressurreição só acontecerá quando Jesus voltar à Terra, na chamada ‘Ressurreição dos Justos‘, ou, então, aqueles que forem condenados terão uma nova chance de ressurreição no ‘Julgamento Final’. Os que morrerem sem Cristo como seu Deus também receberão um corpo especial para passar a eternidade no lago de fogo e enxofre.

Julgamento

Céu e Inferno

 Sobrevivência do Espírito

Igreja Adventista do Sétimo Dia

Na Igreja Adventista do Sétimo Dia, os mortos dormem profundamente até o momento da ressurreição. Quem cumpriu seu papel na Terra recebe a graça da vida eterna, do contrário desaparece.

Julgamento

Céu

Sobrevivência do Espírito

Igreja Batista

Crêem na morte física (separação da alma do corpo físico) e na morte espiritual (separação da pessoa de Deus). Os que, após a morte física, acreditam ou passam a confiar em Jesus Cristo, vão para o Paraíso onde terão uma vida de paz e felicidade. Com a morte espiritual, a alma vai para o Inferno para uma vida de angústia, sofrimento, dor e tormentos.

Julgamento

Céu e Inferno

 Sobrevivência do Espírito

Catolicismo

A vida depois da morte está inserida na crença de um Céu, de um Inferno e de um Purgatório. Dependendo de seus atos, a alma se dirige para cada um desses lugares. A alma é eterna e única. Não retorna em outros corpos e muito menos em animais. Crê na imortalidade e na ressurreição e não na reencarnação da alma. A Bíblia ensina que morreremos só uma vez. E ao morrer, o homem católico é julgado pelos seus atos em vida. Se ele obtiver o perdão, alcançará o céu, onde a pessoa viverá em comunhão e participação com todos os outros seres humanos e, também, com Deus. Se for condenado, vai para o inferno. Algumas almas ganham uma chance para serem purificadas e vão para o purgatório, que não é um lugar, e sim uma experiência existencial da pessoa. Quem for para o céu ressuscitará para viver eternamente. Depois do Juízo Final, justos e pecadores serão separados para a eternidade. Deus julga os atos de cada pessoa em vida de acordo com a palavra que revelou através de Seu Filho, com os ideais de amor, fraternidade, justiça, paz, solidariedade e verdade.

Julgamento imediato após a morte

Céu, purgatório e Inferno

 Sobrevivência do Espírito

Judaísmo

O judaísmo crê na sobrevivência da alma, mas não oferece um retrato claro da vida após a morte, e nem mesmo se existe de fato. O judaísmo é uma religião que permite múltiplas interpretações. Algumas correntes acreditam na reencarnação, outras na ressurreição dos mortos. Enquanto a reencarnação representa o retorno da alma para um novo corpo, a ressurreição é definida como o retorno da alma ao corpo original. Para os judeus, a lei permite à pessoa que vai morrer pôr a sua casa em ordem, abençoar a família, enviar mensagem aos que lhe parecem importantes e fazer as pazes com Deus. A confissão in extremis é considerada importante elemento na transição para o outro mundo.

Julgamento

Céu e Inferno

 Sobrevivência do Espírito

Alguns admitem reencarnação

Candomblé

Não existe uma concepção de céu ou inferno, nem de punição eterna. As almas que estão na terra devem apenas cumprir o seu destino, caso contrário vagarão entre céu e terra até se realizar plenamente como um ser consciente e eterno. Morrer é passar para outra dimensão e permanecer junto com os outros espíritos, orixás e guias. Trabalha com a força da natureza existente entre terra (Aìyê) e o céu (Òrun). Nos cultos afros, o assunto de vida após a morte não é bem definido. Ao cumprir o seu destino na Terra, o ser humano está pronto para a morte. Caso o seu destino não seja cumprido, os espíritos ficarão vagando entre os espaços do céu e da terra, onde podem influenciar negativamente os mortais. Como não se realizaram plenamente, estes espíritos estão sujeitos à reencarnação. Já as pessoas vivas que sofrem as suas influências negativas, precisam passar por rituais de limpeza espiritual para reencontrar o equilíbrio.

Reencarnação

Ao morrer cumpre o seu destino

Umbanda

A Umbanda sofre influências de crenças cristãs, espíritas e de cultos afros e orientais. Como não existe uma unidade ou um ‘livro sagrado’, alguns umbandistas admitem o céu e o inferno dos cristãos, enquanto outros falam apenas em reencarnação e Carma. Na Umbanda, morte e nascimento são momentos sagrados. Ao morrer, a pessoa será atraída por estes mundos espirituais. Sendo assim, a morte é uma etapa do ciclo evolutivo, sendo a reencarnação a base da evolução. Com a morte do corpo físico, os espíritos bons podem se tornar protetores, enquanto os maus (espíritos de pouca evolução, devido às poucas encarnações) podem virar perturbadores. Os mortos (desencarnados) podem ser contatados, ajudados ou afastados.

Julgamento

Alguns adimitem Céu e Inferno

Alguns falam em reencarnação

 Sobrevivência do Espírito que evoluem

Vamos agora ver o que a bíblia diz verdadeiramente sobre os que morrem.

Devemos abrir nossos olhos para que possamos enxergar as verdades bíblicas que dizem que quem morre dorme no pó da terra até a ressurreição na segunda vinda de Jesus, para os que morreram nEle, e os demais depois dos mil anos do Seu reinado.

E com exceção dos que a bíblia diz que subiram com seus corpos, que foi o tema da ministração sobre os que ascenderam aos Céus e estou repetindo aqui, os demais dormem.

Vejamos as passagens bíblicas abaixo:

5 Os homens valorosos jazem saqueados, dormem o sono final; Salmo 76:5

2 Multidões que dormem no pó da terra acordarão: uns para a vida eterna, outros para a vergonha, para o desprezo eterno. Daniel 12:5

Aqui o anjo está falando a Daniel do Juízo final e é claro ao dizer que as pessoas que dormem no pó da terra acordarão e receberão os seus corpos restaurados para o julgamento.

Ele não diz que as almas descerão dos céus ou subirão do inferno para entrarem nos seus corpos, diz sim claramente que elas acordarão.

3. Olha para mim e responde, SENHOR, meu Deus. Ilumina os meus olhos, ou do contrário dormirei o sono da morte; Salmo 13:3

57 Embebedarei os seus líderes e os seus sábios; os seus governadores, os seus oficiais e os seus guerreiros. Eles dormirão para sempre e jamais acordarão”, declara o Rei, cujo nome é SENHOR dos Exércitos. Jeremias 51:57

 28 Jacó viveu dezessete anos no Egito, e os anos da sua vida chegaram a cento e quarenta e sete. 29 Aproximando-se a hora da sua morte, Israel chamou seu filho José e lhe disse: “Se quer agradar-me, ponha a mão debaixo da minha coxa e prometa que será bondoso e fiel comigo: Não me sepulte no Egito. 30 Quando eu descansar com meus pais, leve-me daqui do Egito e sepulte-me junto a eles”. Gênesis 47:28-30

 16 E o SENHOR disse a Moisés: “Você vai descansar com os seus antepassados, e este povo logo irá prostituir-se, seguindo aos deuses estrangeiros da terra em que vão entrar. Eles se esquecerão de mim e quebrarão a aliança que fiz com eles. Deuteronômio 31:16

12 Quando a sua vida chegar ao fim e você descansar com os seus antepassados, escolherei um dos seus filhos para sucedê-lo, um fruto do seu próprio corpo, e eu estabelecerei o reino dele. 2 Samuel 7:12

10 Então Davi descansou com os seus antepassados e foi sepultado na Cidade de Davi. 1 Reis 2:10

Vamos agora para o Novo Testamento, para deixar claro que o termo não muda na Nova Aliança:

30 Por isso há entre vocês muitos fracos e doentes, e vários já dormiram. 1 Coríntios 11:30

Ele está falando aqui meus irmãos dos que estavam bebendo a Ceia indignamente, sem sondar o coração e ver se estavam ceando sem perdoar os que haviam ofendido e pedir perdão aos que os ofenderam.

Ele diz que por isso muitos estavam fracos e doentes e alguns já haviam dormido, ou seja, morrido.

17 E, se Cristo não ressuscitou, inútil é a fé que vocês têm, e ainda estão em seus pecados. 18 Neste caso, também os que dormiram em Cristo estão perdidos….

Fica claro aqui mais uma vez que quem morre dorme, pois Paulo está relacionando os que morreram em Cristo a pessoas que estão dormindo.

19 Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de compaixão.20 Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dentre aqueles que dormiram…. 51 Eis que eu lhes digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, 52 num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados1 Coríntios 15:17-20,51-52

Voltando para o antigo testamento, veja agora o que essa passagem em Daniel diz, deixando claro que todos dormem:

13 “Quanto a você, siga o seu caminho até o fim. Você descansará e, então, no final dos dias, você se levantará para receber a herança que lhe cabe”. Daniel 12:13

Porque eu digo que essa passagem deixa isso claro? Raciocine comigo:

Daniel foi um homem muito amado por Deus, segundo o que o próprio anjo que diz isso em um capítulo anterior desse mesmo livro de Daniel.

Como poderia Deus mandar dizer a Daniel que Ele descansaria e só receberia a sua herança, ou seja, a sua recompensa no final dos dias, ou seja, no julgamento final.

Com certeza se quem morresse fosse direto para o Céu ou para o inferno, Daniel com certeza estaria acordado no Céu e usufruindo de sua herança eterna.

 Veja agora o que o salmista diz aqui:

 4 Volta-te, SENHOR, e livra-me; salva-me por causa do teu amor leal. 5 Quem morreu não se lembra de ti. Entre os mortos (Hebraico: Sheol. Essa palavra também pode ser traduzida por sepultura, profundezas, pó ou morte.), quem te louvará? Salmo 6:4-5

O salmista pede livramento da morte ao Senhor, veja o argumento dele para pedir esse livramento, pois ele tinha a certeza de que quem morre não pode louvar a Deus, pois ele sabia quem morre dorme.

Poderia ficar citando aqui muitas outras passagens bíblicas, pois existem muitas outras que ligam a morte ao sono e não a ida imediata para Céu ou Inferno.

Pois se assim fosse do que adiantaria um Juízo final se nós já estivéssemos julgados e pagando a nossa pena no inferno ou usufruindo das maravilhas celestiais.

Lembrem-se que o nosso Deus é um Deus de Justiça e não seria justo haver um julgamento final, que segundo a palavra acontecerá depois dos 1.000 anos do Reinado de Jesus, após a sua segunda vinda.

Imaginem uma pessoa que morreu em 2.000 A.C., foi para o inferno, queimando no fogo eterno, levando em conta que Jesus voltaria hoje, somamos aos 2.000 mil anos depois da Sua vinda os 1.000 anos de Reinado dEle, essa pessoa só seria julgada 5.000 anos depois de queimar no fogo do inferno.

Digo mais, se por acaso decidissem mandá-lo para o Céu, após o seu julgamento, ele deveria estar bem bronzeado depois de tantos anos no fogo.

Meus irmãos dizer que alguém já está no Céu ou no Inferno, além dos que vou mostrar abaixo, que segundo a bíblia, foram arrebatados ou ascenderam aos céus é zombar da Justiça de Deus ao compará-la com a justiça falha dos homens.

Se você perdeu algum ente querido e ficou em dúvida que pelas suas ações ele já estava queimando no fogo do inferno, tranqüilize seu coração, pois segundo a palavra os mortos só se levantarão para o juízo depois dos 1.000 anos de Reinado de Jesus e até todos dormem.

4 Vi tronos em que se assentaram aqueles a quem havia sido dada autoridade para julgar. Vi as almas dos que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus. Eles não tinham adorado a besta nem a sua imagem, e não tinham recebido a sua marca na testa nem nas mãos. Eles ressuscitaram e reinaram com Cristo durante mil anos. 5 (O restante dos mortos não voltou a viver até se completarem os mil anos.) Esta é a primeira ressurreição. 6 Felizes e santos os que participam da primeira ressurreição! A segunda morte não tem poder sobre eles; serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante mil anos.11 Depois vi um grande trono branco e aquele que nele estava assentado. A terra e o céu fugiram da sua presença, e não se encontrou lugar para eles. 12 Vi também os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono, e livros foram abertos. Outro livro foi aberto, o livro da vida. Os mortos foram julgados de acordo com o que tinham feito, segundo o que estava registrado nos livros. 13 O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades (Essa palavra pode ser traduzida por inferno, sepulcro, morte ou profundezas; também no versículo 14.) entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito. 14 Então a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte. 15 Aqueles cujos nomes não foram encontrados no livro da vida foram lançados no lago de fogo. Apocalipse 20:4-6, 11-15

Vejam a palavra Hades aqui nessas passagens, o significado dela esclarece muito meus irmãos.

Ela pode ser traduzida por: inferno, sepulcro, morte ou profundezas;

Os que defendem que quem morre vai para o céu ou inferno traduzem ela como Inferno, não levando em conta as outras três hipóteses que mostram a morte como um descanso ou um sono.

Mas vejam a incoerência se aplicarmos nesse capítulo a palavra hades como inferno, nos versículos a seguir do capítulo 20 de apocalipse.

Vou aplicar nas duas passagens as quatro possíveis traduções dessa palavra e veja que aplicar inferno seria incoerente, pois eu estaria dizendo que atiraria o inferno no fogo ou seja no próprio inferno, vejamos:

13 O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades (Inferno) entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito. 14 Então a morte e o Hades(Inferno) foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte. Apocalipse 20:13-14

13 O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades (sepulcro ou sepultura) entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito. 14 Então a morte e o Hades (sepulcro ou sepultura) foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte. Apocalipse 20:13-14

 13 O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades (Morte) entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito. 14 Então a morte e o Hades (Morte) foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte. Apocalipse 20:13-14

 13 O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades (profundezas) entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito. 14 Então a morte e o Hades (profundezas) foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte. Apocalipse 20:13-14

Para vocês entenderem melhor os que participarão da primeira ressurreição serão os que morreram depois da vinda de Jesus e O fizeram Senhor e Salvador, permanecendo nEle até a morte, ou seja, morreram em Cristo.

Na segunda ressurreição, depois dos mil anos, ressuscitarão os que morreram antes da vinda de Jesus e os que morreram depois da vinda de Jesus mais não morreram como Cristãos.

Os versículos 13 e 14 de apocalipse 20, em nenhum momento fala em chamar dos céus as almas que estão lá para o julgamento, nem também diz que os que serão julgados estão vindo do inferno, pois essas pessoas não estão nem no Céu nem no Inferno e sim dormem.

Quando elas acordarem na hora da ressurreição pensarão que estavam apenas dormindo lembrando apenas dos eventos que antecederam a sua morte e mais nada, pois para elas apenas dormiam.

Como já falei na ministração anterior, segundo a bíblia apenas esses três dessas passagens, e indiretamente Moisés, através de duas passagens que darei depois, estão em corpo acordados no céu:

 21 Aos 65 anos, Enoque gerou Matusalém. 22 Depois que gerou Matusalém, Enoque andou com Deus 300 anos e gerou outros filhos e filhas. 23 Viveu ao todo 365 anos. 24 Enoque andou com Deus; e já não foi encontrado, pois Deus o havia arrebatado. Gênesis 5:21-24

11 De repente, enquanto caminhavam e conversavam, apareceu um carro de fogo e puxado por cavalos de fogo que os separou, e Elias foi levado aos céus num redemoinho. 12 Quando viu isso, Eliseu gritou: “Meu pai! Meu pai! Tu eras como os carros de guerra e os cavaleiros de Israel!” E quando já não podia mais vê-lo, Eliseu pegou as próprias vestes e as rasgou ao meio. 2 Reis 2:11-12

10 E eles ficaram com os olhos fixos no céu enquanto ele subia. De repente surgiram diante deles dois homens vestidos de branco, 11 que lhes disseram: “Galileus, por que vocês estão olhando para o céu? Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado aos céus, voltará da mesma forma como o viram subir”. Atos 1:10-11

Quanto a moisés que aparece em uma nuvem falando com Jesus, a bíblia fala duas coisas das quais podemos deduzir que o corpo de Moisés foi levado aos Céus.

Na primeira veremos que a bíblia não fala que Moisés foi enterrado e apenas subiu ao monte para morrer sozinho, por ordem de Deus:

 48 Naquele mesmo dia o SENHOR disse a Moisés: 49 Suba as montanhas de Abarim, até o monte Nebo, em Moabe, em frente de Jericó, e contemple Canaã, a terra que dou aos israelitas como propriedade. 50 Ali, na montanha que você tiver subido, você morrerá e será reunido aos seus antepassados, assim como o seu irmão Arão morreu no monte Hor e foi reunido aos seus antepassados. Deuteronômio 32:48-50

A outra passagem que nos induz a crer que o corpo de Moisés foi levado aos Céus está em Judas:

 9 Contudo, nem mesmo o arcanjo Miguel, quando estava disputando com o Diabo acerca do corpo de Moisés, ousou fazer acusação injuriosa contra ele, mas disse: “O Senhor o repreenda!” Judas 1:9

 O que explicaria a visão dos discípulos de Jesus no monte com Moisés e Elias:

2 Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e os levou a um alto monte, onde ficaram a sós. Ali ele foi transfigurado diante deles. 3 Suas roupas se tornaram brancas, de um branco resplandecente, como nenhum lavandeiro no mundo seria capaz de branqueá-las. 4 E apareceram diante delesÉlias e Moisés, os quais conversavam com Jesus. Marcos 9:2-4

Não queiram me convencer com a parábola do Rico e Lázaro, em Lucas 16:19-31, pois uma parábola usa exatamente coisas fictícias e figuradas para explicar algo mais claramente.

Abaixo veremos na definição do que é parábola que fala que ela é um conto e vemos também que é uma história curta, com ‘h’ minusculo confirmando que não se trata de fatos reais e sim fictícios, porém para dar um valor moral, que nesse caso de que não importa quem somos ou o que temos aqui, o que importa é o nosso coração para que possamos herdar a herança eterna.

Parábola

Pa-rá-bo-la s. f. Comparação desenvolvida em pequeno conto, no qual se encerra uma verdade, um ensinamento. Trata-se de uma história curta, cujos elementos são eventos e fatos da vida cotidiana. Esses acontecimentos ilustram uma verdade moral ou espiritual contida na história. Os escritores gregos e latinos usaram a parábola, mas seus exemplos mais perfeitos são os encontrados na Bíblia.f. Espécie do alegoria, ou comparação de objectos remotamente relacionados, contendo geralmente preceito ou doutrina moral: a parábola do filho pródigo. (Geom.) Fonte: http://www.dicionarioweb.com.br/par%C3%A1bola.html

Alguns podem ainda citar a conversa entre Jesus e o ladrão na cruz em Lucas 23:40-43, como justificativa de que quem morre vai direto aos céus:

 40 Mas o outro criminoso o repreendeu, dizendo: “Você não teme a Deus, nem estando sob a mesma sentença? 41 Nós estamos sendo punidos com justiça, porque estamos recebendo o que os nossos atos merecem. Mas este homem não cometeu nenhum mal”. 42 Então ele disse: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino”. 43 Jesus lhe respondeu: “Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso”. Lucas 23:40-43

Digo a vocês que a bíblia nunca se contradiz o que pode ocorrer é uma má tradução da bíblia, o que certamente ocorreu aqui nessa passagem.

Nesse caso um simples erro de pontuação, que não existia no texto original, pois o Grego não tem pontuação, mudou completamente o sentido do que Jesus estava dizendo ao ladrão.

Veja o texto como está traduzido:

Eu lhe garanto: Hoje você estará comigo no paraíso

Veja agora se eu mudar a pontuação, muda completamente o sentido dessa passagem o que não a tornaria contraditória com a passagem bíblica que eu mostrarei em seguida, ao contrário da que se apresenta acima, que segundo a forma que está escrita Jesus estaria no dia em que morreu no paraíso.

Eu lhe garanto hoje, você estará comigo no paraíso

Vamos ver agora as passagens bíblicas que toram o sentido da primeira tradução incoerente, pois essas passagens se referem ao dia da ressurreição de Jesus, onde o Senhor fala que ainda não subiu aos céus:

10 Os discípulos voltaram para casa. 11 Maria, porém, ficou à entrada do sepulcro, chorando. Enquanto chorava, curvou-se para olhar dentro do sepulcro 12 e viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés. 13 Eles lhe perguntaram: “Mulher, por que você está chorando?” “Levaram embora o meu Senhor”, respondeu ela, “e não sei onde o puseram”. 14 Nisso ela se voltou e viu Jesus ali, em pé, mas não o reconheceu. 15 Disse ele: “Mulher, por que está chorando? Quem você está procurando?” Pensando que fosse o jardineiro, ela disse: “Se o senhor o levou embora, diga-me onde o colocou, e eu o levarei”. 16 Jesus lhe disse: “Maria!” Então, voltando-se para ele, Maria exclamou em aramaico: “Rabôni!” (que significa “Mestre!”). 17 Jesus disse: “Não me segure, pois ainda não voltei para o Pai. Vá, porém, a meus irmãos e diga-lhes: Estou voltando para meu Pai e Pai de vocês, para meu Deus e Deus de vocês”. João 20:10-17

Como Jesus poderia ter dito ao ladrão que no mesmo dia estaria com ele no paraíso se Ele mesmo ainda não havia ido ao paraíso e eu digo a vocês meus irmãos que a bíblia não se contradiz, mas algumas traduções são feitas para que possam ser defendidas teses antibíblicas de acordo com os interesses de alguns.

Segundo tudo que falei acima podemos concluir que segundo a bíblia, que dos que morreram apenas 4 estão acordados no paraíso e os demais que morreram desde a criação do mundo dormem aguardando o dia da ressurreição, ou então a bíblia estaria mentindo ou se contradizendo:

  •  Enoque;
  • Moisés;
  • Élias;

  • Jesus.

Você poderia agora me questionar dizendo:

Como você explica os médiuns e os espíritos que falam através deles, não são dos que morreram?

Eu digo a vocês que a bíblia diz em 2 Coríntios 11:13-14:

 13 Pois tais homens são falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo. 14 Isto não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz. 15 Portanto, não é surpresa que os seus servos finjam que são servos da justiça. O fim deles será o que as suas ações merecem.

A bíblia diz aqui que satanás pode se disfarçar de anjo de luz, ele e seus anjos caídos meus irmãos, podem muito bem se disfarçar de parentes mortos e falar coisas do passado dessas pessoas, pois satanás conhece o passado, agora a onisciência é exclusividade de Deus, quero ver esses espíritos falarem do futuro.

Se vocês não sabiam a palavra também diz que junto com satanás, um terço dos anjos do Céu caíram com ele e foram lançados aqui na terra, e estão aqui justamente para confundir e atormentar as pessoas.

 3 Então apareceu no céu outro sinal: um enorme dragão vermelho com sete cabeças e dez chifres, tendo sobre as cabeças sete coroas. 4 Sua cauda arrastou consigo um terço das estrelas do céu, lançando-as na terra. O dragão colocou-se diante da mulher que estava para dar à luz, para devorar o seu filho no momento em que nascesse. … 7 Houve então uma guerra nos céus. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram. 8 Mas estes não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar nos céus. 9 O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada Diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançados à terra. Apocalipse 12:3-4..7-9

Essa passagem acima em apocalipse narra a queda de satanás e a guerra que aconteceu na ocasião, o dragão vermelho é o próprio satanás e as estrelas dos céus são os anjos que caíram com ele.

Se você ainda tem dúvida veja o que a bíblia diz sobre os médiuns e os que consultam espíritos:

 3 Samuel já havia morrido, e todo o Israel o havia pranteado e sepultado em Ramá, sua cidade natal. Saul havia expulsado do país os médiuns e os que consultavam os espíritos.4 Depois que os filisteus se reuniram, vieram e acamparam em Suném, enquanto Saul reunia todos os israelitas e acampava em Gilboa. 5 Quando Saul viu o acampamento filisteu, teve medo; ficou apavorado. 6 Ele consultou o SENHOR, mas este não lhe respondeu nem por sonhos nem por Urim (Objeto utilizado para se conhecer a vontade de Deus.) nem por profetas. 7 Então Saul disse aos seus auxiliares: “Procurem uma mulher que invoca espíritos, para que eu a consulte”. Eles disseram: “Existe uma em En-Dor”. 8 Saul então se disfarçou, vestindo outras roupas, e foi à noite, com dois homens, até a casa da mulher. Ele disse a ela: “Invoque um espírito para mim, fazendo subir aquele cujo nome eu disser”. 9 A mulher, porém, lhe disse: “Certamente você sabe o que Saul fez. Ele eliminou os médiuns e os que consultam os espíritos da terra de Israel. Por que você está preparando uma armadilha contra mim, que me levará à morte?” 10 Saul jurou-lhe pelo SENHOR: “Juro pelo nome do SENHOR que você não será punida por isso”. 11 Quem devo fazer subir?”, perguntou a mulher. Ele respondeu: “Samuel”. 12 Quando a mulher viu Samuel, gritou e disse a Saul: “Por que me enganaste? Tu mesmo és Saul!” 13 O rei lhe disse: “Não tenha medo. O que você está vendo?” A mulher respondeu: “Vejo um ser (Ou deuses; ou ainda um espírito. Hebraico: Vejo elohim subindo do chão.) que sobe do chão”. 14 Ele perguntou: “Qual a aparência dele?” E disse ela: “Um ancião vestindo um manto está subindo”. Então Saul ficou sabendo que era Samuel, inclinou-se e prostrou-se, rosto em terra. 15 Samuel perguntou a Saul: “Por que você me perturbou, fazendo-me subir?” Respondeu Saul: “Estou muito angustiado. Os filisteus estão me atacando e Deus se afastou de mim. Ele já não responde nem por profetas nem por sonhos; por isso te chamei para me dizeres o que fazer”. 16 Disse Samuel: “Por que você me chamou, já que o SENHOR se afastou de você e se tornou seu inimigo?17 O SENHOR fez o que predisse por meu intermédio: rasgou de suas mãos o reino e o deu a seu próximo, a Davi. 18 Porque você não obedeceu ao SENHOR nem executou a grande ira dele contra os amalequitas, ele lhe faz isso hoje. 19 O SENHOR entregará você e o povo de Israel nas mãos dos filisteus, e amanhã você e seus filhos estarão comigo. O SENHOR também entregará o exército de Israel nas mãos dos filisteus”. 1 Samuel 28:3-19

Vejamos agora meus irmãos os versículos da passagem acima, que podem trazer muitos esclarecimentos, em mais de uma tradução:

 7 Então Saul disse aos seus auxiliares: “Procurem uma mulher que invoca espíritos, para que eu a consulte”. Eles disseram: “Existe uma em En-Dor”….11 Quem devo fazer subir?”, perguntou a mulher. Ele respondeu: “Samuel”. 12 Quando a mulher viu Samuel, gritou e disse a Saul: “Por que me enganaste? Tu mesmo és Saul!” 13 O rei lhe disse: “Não tenha medo. O que você está vendo?” A mulher respondeu: “Vejo um ser (Ou deuses; ou ainda um espírito. Hebraico: Vejo elohim subindo do chão.) que sobe do chão”. 14 Ele perguntou: “Qual a aparência dele?” E disse ela: “Um ancião vestindo um manto está subindo”. Então Saul ficou sabendo que era Samuel, inclinou-se e prostrou-se, rosto em terra. 15 Samuel perguntou a Saul: “Por que você me perturbou, fazendo-me subir?” Respondeu Saul: “Estou muito angustiado. Os filisteus estão me atacando e Deus se afastou de mim. Ele já não responde nem por profetas nem por sonhos; por isso te chamei para me dizeres o que fazer”. 1 Samuel 28:7,11-15 (Nova Versão Internacional)

 7. Então disse Saul aos seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira(3), para que vá a ela, e consulte por ela. E os seus criados lhe disseram: Eis que em En-Dor há uma mulher que tem o espírito de adivinhar. … 11.A mulher então lhe disse: A quem te farei subir? E disse ele: Faze-me subir a Samuel. Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou com alta voz, e falou a Saul, dizendo: Por que me tens enganado? Pois tu mesmo és Saul.
E o rei lhe disse: Não temas; que é que vês? Então
a mulher disse a Saul: Vejo deuses que sobem da terra. E lhe disse: Como é a sua figura? E disse ela: Vem subindo um homem ancião, e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se prostrou. Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir? Então disse Saul: Mui angustiado estou, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Deus se tem desviado de mim, e não me responde mais, nem pelo ministério dos profetas, nem por sonhos; por isso te chamei a ti, para que me faças saber o que hei de fazer.1 Samuel 28:7,11-15 (Almeida Corrigida Revisada e Fiel)

7.Então disse Saul aos seus servos: Buscai-me uma necromante(1), para que eu vá a ela e a consulte. Disseram-lhe os seus servos: Eis que em En-Dor há uma mulher que é necromante(1).… 11.A mulher então lhe perguntou: Quem te farei subir? Respondeu ele: Faze-me subir Samuel. Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou em alta voz, e falou a Saul, dizendo: Por que me enganaste? pois tu mesmo és Saul. Ao que o rei lhe disse: Não temas; que é que vês? Então a mulher respondeu a Saul: Vejo um deus que vem subindo de dentro da terra.
Perguntou-lhe ele: Como é a sua figura? E disse ela: Vem subindo um ancião, e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e lhe fez reverência. Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir? Então disse Saul: Estou muito angustiado, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Deus se tem desviado de mim, e já não me responde, nem por intermédio dos profetas nem por sonhos; por isso te chamei, para que me faças saber o que hei de fazer.1 Samuel 28:7, 11-15 (Almeida Revisada Imprensa Bíblica)

 7. Então disse Saul aos seus servos: Buscai-me uma mulher que consulte a um espírito familiar, para que eu vá consultá-la. Responderam-lhe os seus servos: Há em En-Dor uma mulher que consulta espírito familiar... 11. Perguntou-lhe a mulher: Quem te farei subir? Respondeu ele: Faze-me subir Samuel. Quando a mulher viu a Samuel, deu um grande grito, e disse a Saul: Por que me enganaste? pois tu és Saul. Respondeu-lhe o rei: Não tenhas medo; que vês tu? Disse a mulher a Saul: Vejo um deus subindo da terra. Perguntou-lhe ele: Como é a sua figura? Respondeu ela: Vem subindo um ancião, e está envolto numa capa. Entendeu Saul que era Samuel, prostrou-se com o rosto em terra e fez-lhe uma reverência. Disse Samuel a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir? Respondeu Saul: Estou mui angustiado, porque os filisteus me fazem guerra, e Deus se tem afastado de mim, e não me responde mais, nem por profetas nem por sonhos. Por isso te chamei, para que me fizesses saber o que hei de fazer. 1 Samuel 28:7,11-15 (Sociedade Bíblica Britânica)

 7.O rei disse aos seus servos: Procurai-me uma necromante(1) para que eu a consulte. Há uma em Endor, responderam-lhe….11. Disse-lhe então a mulher: A quem evocarei? Evoca-me Samuel. E a mulher, tendo visto Samuel, soltou um grande grito: Por que me enganaste?, disse ela ao rei. Tu és Saul!
E o rei: Não temas! Que vês? A mulher: Vejo um deus que sobe da terra.
Qual é o seu aspecto? É um ancião, envolto num manto. Saul compreendeu que era Samuel, e prostrou-se com o rosto por terra. Samuel disse ao rei: Por que me incomodaste, fazendo-me subir aqui? Estou em grande angústia, disse o rei. Os filisteus atacam-me e Deus se retirou de mim, não me respondendo mais, nem por profetas, nem por sonhos. Chamei-te para que me indiques o que devo fazer.
1 Samuel 28:7, 11-15 (Versão Católica)

7. Então Saul ordenou aos seus oficiais:Procurem uma mulher que seja médium(2), e eu irei consultá-la.Em Endor há uma médium(2)! — responderam eles. … 11. então a mulher perguntou: — Quem é que você quer que eu faça subir?
— Samuel! — respondeu ele.
12 Quando a mulher viu Samuel, deu um grito e disse a Saul: — Por que o senhor me enganou? O senhor é o rei Saul! 13— Não tenha medo! — respondeu o rei. — O que é que você está vendo?
Estou vendo um espírito subindo da terra!— disse ela. 14— Como é o jeito dele? — perguntou Saul. — É um velho que está subindo! — respondeu ela. — Ele está todo enrolado numa capa. Aí Saul entendeu que era Samuel: ajoelhou-se e encostou o rosto no chão, em sinal de respeito. 15 Então Samuel disse a Saul:
— Por que é que você
foi me incomodar? Por que me fez voltar?
Saul respondeu: — É que estou numa grande dificuldade! Os filisteus estão em guerra contra mim, e Deus me abandonou. Ele não me responde mais nem por profetas nem por meio de sonhos. Foi por isso que chamei o senhor para me dizer o que devo fazer.
1 Samuel 28:7, 11-15 (Nova Tradução na Linguagem de Hoje)

Veja que as passagens falam duas palavras chaves aqui, que é unanimidade em quase todas as traduções, a primeira é subir e a segunda é incomodar.

Queria dizer que só sobe quem está embaixo, logo diz que Samuel está vindo debaixo da terra, logo se você continuar mantendo a concepção que quem morre vai direto para o céu ou para o inferno ao invés de dormir, você tem que crer que Samuel está vindo do inferno, pois o céu não fica embaixo e sim em cima, então devemos aceitar que um homem escolhido por Deus, que fez coisas grandiosas para Ele, sendo o último juiz do tempo em que Deus pois juízes sobre o povo de Israel e o homem que ungiu o primeiro rei de Israel, Saul, e quem ungiu Davi, teria sido mandado para o inferno por Deus.

Queria dizer ainda que só pode ser incomodado quem está descansando, logo fica claro que Samuel estava dormindo.

Eu fiz questão de colocar observações em algumas palavras dos textos acima e agora quero mostrar abaixo o que o dicionário diz sobre qual o significado dessas palavras e a partir daí deixarei que vocês tirem suas próprias conclusões:

(1)necromancia

Ne-cro-man-ci-a s. f. Suposta previsão do futuro através da comunicação com o espírito dos mortos. Termo originado de duas palavras gregas que significam cadáver e adivinhação A necromancia era muito difundida na antiguidade. (Var.: nigromancia.)f. Suposta arte de adivinhar o futuro, por meio da evocação dos mortos. Esconjuro. Fonte: http://www.dicionarioweb.com.br/necromancia.html

(2)médium

Mé-di-um s. m. e s. f. Espirit. Pessoa a que se atribui o poder de comunicar-se com a alma dos mortos Música Tonalidade de voz, registro de som situado entre o grave e o agudo.m. Suposto intermediário entre os vivos e as almas dos mortos. Pl. Médiums. Fonte: http://www.dicionarioweb.com.br/m%C3%A9dium.html

 (3)feiticeira

fei-ti-cei-ra Feitiçeira: bruxaf. Mulher, que faz feitiços. Mulher que seduz ou encanta. (Bras) Espécie de abelha preta.

 bruxa

Bru-xa s. f. Mulher a quem se atribuem poderes demoníacos; mulher que pratica a magia negra; feiticeira. Fig. Mulher velha e feia. Bras. Boneca de pano.
Certa borboleta noturna.
f. Mulher, que se diz, ou que o povo crê, ter pacto com o demónio, adivinhar o futuro e praticar outras artes misteriosas. Panela de ferro com orifícios, para servir de braseira. Pequeno pavio, que faz parte de uma lamparina com azeite.Nome, que os pescadores do Doiro dão a um peixe marítimo. (Bras) Borboleta crepuscular e nocturna. (Cp. cast. Bruja) Fonte: http://www.dicionarioweb.com.br/bruxa.html

Queria terminar aqui meus irmãos deixando uma certeza para vocês que perderam entes queridos, que não conheciam Jesus.

Se você sofre por isso imaginando que esse ente querido pode estar no inferno, sofrendo os tormentos daquele lugar.

Queria te tranqüilizar e te dizer que esse seu ente querido está dormindo, descansando, não está no inferno, e que ele só se levantará para ser julgado após o reinado de mil anos de Jesus, depois da sua segunda vinda.

Até lá meus irmãos eles dormirão e não se lembrarão de nada quando acordarem para serem julgados, lembrará apenas dos últimos momentos de sua vida, pois para ele terá passado apenas alguns segundos.

Ocupe seu tempo em ganhar vidas para Jesus, para que elas possam participar do reinado de mil anos junto com o Senhor.

Saiba que Deus é um Juiz Justo e que Ele julgará com justiça esse seu parente, por isso não sofra por algo que ainda não aconteceu.

Entenda ainda que quando esse julgamento acontecer, todos nós já estaremos em nossos corpos glorificados e os sentimentos que aflige você hoje nesse corpo mortal, não mais existirão.

Fiquem em paz e com a graça do Senhor Jesus!

Navegar na Série<< Vocês sabem quantos ascenderam aos Céus, segundo a bíblia? TextoJesus! Segundo a bíblia, O único intercessor entre Deus e os homens! Texto >>

Tags , , .Adicionar aos favoritos o Link permanente.

28 respostas para O que a Bíblia diz sobre o que acontece quando morremos? Texto

  1. simone gomes diz:

    A maior clareza que mostra que as pessoas ainda dormem, é a passagem que fala em 1 corintios 15:20.Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.
    Se ele é a primícia, então Lazaro ou o rico não podem ter ressuscitado antes dele.Esse versículo explica tudo.

  2. Sandro Molina diz:

    Definitivamente, a tal parábola do “Rico e Lázaro” NÃO É é uma PARÁBOLA. Nas parábolas de Jesus, NENHUM nome é citado, mas nesta história, há um mendigo chamado LÁZARO (fora o Profeta Abraão!). Provavelmente, esse homem rico viveu nos tempos de Jesus e até o conheceu pessoalmente, de modo que sua vida e morte foi usada por Jesus para fazer uma advertência às pessoas da época (e de todas as épocas) sobre a verdade iminente do inferno.
    Da mesma forma que numa parábola NÃO HÁ a obrigatoriedade de citar nomes, numa história real HÁ obrigatoriedade de citar nomes e contar DETALHES. Por que você acha que SÓ NESSA “parábola” o Senhor Jesus cita os nomes dos personagens envolvidos (Lázaro e Abraão)? Será que ele “esqueceu” de citar os nomes dos personagens das demais parábolas? Ou citou os nomes JUSTAMENTE para dizer: “pessoal, escutem, prestem atenção! Essa história que vou contar é REAL! Aconteceu recentemente com uma pessoa muito próxima a mim, chamada LÁZARO e com o Profeta e Pai da Fé, ABRAÃO…”. E da mesma forma que Jesus não precisava dizer para as pessoas que “agora vou contar uma parábola”, Ele não precisava dizer também que “agora vou contar uma história real”!!!
    Essa história é tão real que Jesus dá inúmeros e ricos DETALHES:
    1) Da riqueza/do status do homem rico: se vestia de “linho finíssimo”, de “púrpura”, cor que tradicional e historicamente está associada com a nobreza/realeza;
    2) Da casa do homem rico: Lázaro jazia “à porta” daquele homem rico. Nos tempos de Jesus, na zona rural, as portas, provavelmente, ficavam abertas constantemente. Já na cidade, geralmente, não se trancavam as portas (Nota: não havia dobradiças nas portas. Elas eram pequenas e estreitas, e presas a um encaixe de pedra, girando com facilidade). Como esse homem era muito rico, sua porta devia ficar FECHADA, e por isso Lázaro se prostrava ali, esperando receber restos de comida ou esmolas;
    3) Lázaro era um homem doente, coberto por chagas. Os cães (não de estimação, mas selvagens, que andavam à procura de comida) eram atraídos pelo cheiro das feridas abertas que Lázaro tinha em seu corpo. Provavelmente, eles tentavam lamber o sangue das feridas abertas;
    4) Se Jesus se deu ao trabalho de dizer que o rico morreu e foi SEPULTADO é por que não há dúvida de que ele teve um funeral magnífico, condizente com seu nível social, e que todos daquela região foram observar o festejo;
    5) Os detalhes sobre as chamas de fogo, a sede, o tormento, a preocupação com os 5 irmãos, o INFERNO!

    É por tudo isso que essa “parábola” DETALHADA, com certeza, foi uma HISTÓRIA REAL!!! E que o INFERNO existe e é pra lá que vão os ímpios imediatamente após a morte!

    • Como interpretar a parábola do rico e Lázaro em Lucas 16:19-31?

      Alberto R. Timm

      Alguns sugerem que o relato de Lucas 16:19-31 deveria ser interpretado literalmente, como uma descrição do estado do homem na morte. Mas essa interpretação nos levaria a uma série de conclusões inconsistentes com o restante das Escrituras. Em primeiro lugar, teríamos de admitir que o Céu e o inferno se encontram suficientemente próximos para permitir uma conversa entre os habitantes de ambos os lugares (versos 23-31). Teríamos de acreditar também na vida após a morte, enquanto o corpo jaz na sepultura, continua existindo de forma consciente uma espécie de alma espiritual que possui “olhos”, “dedo” e “língua”, e que inclusive pode sentir sede (versos 23 e 24).

      Se esta fosse uma descrição real do estado do homem na morte, então o Céu certamente não seria um lugar de alegria e de felicidade, pois os salvos poderiam acompanhar de perto os infindáveis sofrimentos de seus entes queridos que se perderam e até mesmo dialogar com eles (versos 23-31). Como poderia uma mãe sentir-se feliz no Céu, contemplando ao mesmo tempo as agonias incessantes, no inferno, de seu amado filho? Num contexto como esse, seria praticamente impossível o cumprimento da promessa bíblica de que então “não haverá luto, nem pranto, nem dor” (Ap 21:4).

      Diante disso, a maioria dos eruditos bíblicos contemporâneos considera a história do rico e Lázaro (Lc 16:19-31) como uma parábola, da qual nem todos os detalhes podem ser interpretados literalmente. George E. Ladd, por exemplo, diz que essa história era provavelmente “uma parábola de uso corrente no pensamento judaico e não tenciona ensinar coisa alguma acerca do estado dos mortos”. (O Novo Dicionário da Bíblia [São Paulo: Vida Nova, 1962], vol. 1, p. 512). Sendo esse o caso, temos que procurar entender qual o verdadeiro propósito da parábola.

      Nos capítulos 15 e 16 de Lucas, Cristo apresenta várias parábolas em resposta à preconceituosa discriminação dos escribas e fariseus para com as classes marginalizadas da época (Lc 15:1 e 2; 16:14 e 15). A parábola de Lucas 16:19-31, que aparece no final desses dois capítulos, é caracterizado por um forte contraste entre “certo homem rico” e bem vestido (verso 19) e “certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas” (verso 20). O relato ensina pelo menos duas grandes lições. A primeira é que o status e o reconhecimento social do presente não são o critério de avaliação para a recompensa futura. Em outras palavras, aqueles que, à semelhança dos escribas e fariseus, se julgam mais dignos do favor divino podem ser os mais desgraçados espiritualmente aos olhos de Deus (comparar com Mt 23).

      A segunda lição é que o destino eterno de cada pessoa é decidido nesta vida, e jamais poderá ser revertido na era vindoura, nem mesmo pela intervenção de Abraão (Lc 16:25 e 26). A referência à impossibilidade de Abraão salvar o homem rico do seu castigo reprova o orgulho étnico dos fariseus, que se consideravam merecedores da salvação por serem descendentes de Abraão (ver Lc 3:8; 13:28; Jo 8:39 e 40, 52-59).

      É importante lembrarmos que um dos princípios básicos da interpretação bíblica é que não devemos fundamentar doutrinas nos detalhes acidentais de uma parábola, sem primeiro verificar se as conclusões obtidas estão em perfeita harmonia com o consenso geral das Escrituras. A própria parábola de Lucas 16:19-31 afirma que, para obter vida eterna, o ser humano precisa viver em plena conformidade com a vontade de Deus revelada através de “Moisés e os profetas” (verso 29; comparar com Mt 7:21), ou seja, através da “totalidade da Escritura” (L. L. Morris).

      Mesmo não tencionando esclarecer o estado do homem na morte, esta parábola declara, em harmonia com o restante das Escrituras, que os morto só podem voltar a se comunicar com os vivos através da ressurrreição (Lc 16:31). E, se analisarmos mais detidamente o que “Moisés e os profetas” têm a nos dizer sobre o estado na morte, perceberemos que os mortos permanecem inconscientes na sepultura até o dia da ressurreição final (ver Jó 14:10-12; Sl 6:4-5; Ec 9:5, 10; Jo 5:28 e 29; 11:1-44; I Co 15:16-18; I Ts 4:13-15).

      Fonte: http://centrowhite.org.br/perguntas/perguntas-e-respostas-biblicas/como-interpretar-a-parabola-do-rico-e-lazaro-em-lucas-16/

    • Rico e Lázaro (CC)
      (Deverá “clicar” nas referências bíblicas, para ter acesso aos textos)

      Lucas 16:19/31 (Tradução da TEB)
      19. Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino e que fazia diariamente brilhantes festins. 20. Um pobre chamado Lázaro jazia coberto de úlceras no pórtico de sua casa. 21. Ele bem que gostaria de saciar-se do que caía da mesa do rico; mas eram antes os cães que vinham lamber suas úlceras.
      22. O pobre morreu e foi levado pelos anjos para um lugar da honra junto de Abraão; o rico morreu também e foi enterrado. 23. Na morada dos mortos, em meio às torturas, ergueu os olhos e viu ao longe Abraão com Lázaro a seu lado. 24. Ele exclamou: “Abraão, meu pai, tem compaixão de mim e manda que Lázaro venha molhar a ponta do dedo na água para me refrescar a língua, pois eu sofro um suplício nestas chamas”. 25. Abraão lhe disse: “Meu filho, lembra-te de que recebeste tua felicidade durante a vida, como Lázaro a infelicidade; e agora, ele encontra aqui a consolação, e tu, o sofrimento. 26. Além disso, entre vós e nós foi estabelecido um grande abismo, para os que quisessem passar daqui para vós não o possam e que também de lá não se atravesse até nós”.
      27. O rico disse: “Eu te rogo, então, pai, que envies Lázaro à casa de meu pai, 28. pois eu tenho cinco irmãos. Que ele os advirta para que não venham, também eles, para este lugar de tortura”. 29. Abraão lhe disse: “Eles têm Moisés e os profetas, que os ouçam”. 30. O outro replicou: “Não, meu pai Abraão, mas se alguém dentre os mortos for a eles, converter-se-ão”. 31. Abraão lhe disse: “Se eles não escutam Moisés nem os profetas, mesmo que alguém ressuscite dos mortos, não ficarão convencidos”.

      1. Introdução
      Esta passagem apresenta algumas dificuldades de interpretação, pelo que geralmente só é utilizada como exortação e raramente em reuniões de Escola Dominical participativa para adultos, em que possam ser feitas perguntas e colocar assuntos em debate. Noto que, enquanto os católicos já pregam baseados na Bíblia, embora sem intervenção da assistência, as igrejas protestantes e evangélicas têm um certo receio do ideal da Reforma Protestante da livre interpretação das Escrituras em reuniões em que os assuntos possam ser debatidos livremente sem receio de questionar as suas tradições.

      2. Dificuldades de interpretação
      2.1 Parábola ou descrição dum acontecimento verídico?
      A primeira dificuldade é saber se estamos perante a descrição dum facto verídico ou duma parábola. Geralmente fala-se na “Parábola do Rico e Lázaro”, mas Lucas não nos diz que é uma parábola. Os títulos, que aparecem em algumas traduções, geralmente em letra diferente, significa que se trata duma informação do tradutor, que não está nas antigas cópias dos manuscritos originais que, como sabemos, não chegaram aos nossos dias.
      Há quem defenda que estamos perante um facto verídico afirmando que nas suas parábolas Jesus nunca indica os nomes dos personagens, como no caso de Lázaro.
      Costumam apresentar os seguintes exemplos:
      Parábola do trigo e do joio, em que não se sabe o nome do dono da terra, nem dos trabalhadores.
      Parábola do fermento, em que não se sabe o nome da mulher que misturou o fermento na farinha.
      Parábola do bom samaritano, em que não se menciona o nome do samaritano nem do homem que foi ferido pelos assaltantes.
      Parábola do Filho Pródigo, em que não se menciona o nome do pai, nem do filho mais velho ou do mais novo.
      Já nos casos verídicos, segundo afirmam, era bem diferente como nos seguintes exemplos que apresentam:
      No caso de Zaqueu, em Lucas 19:1/6 temos uma descrição pormenorizada de Zaqueu. Sabemos que se chamava Zaqueu, que se encontrou com Jesus à entrada de Jericó, que era rico e de baixa estatura e até que exercia a profissão de chefe dos cobradores de impostos. Não temos a mínima dúvida de que se trata dum personagem real.
      Também em Marcos 10:46 temos o caso de Bartimeu que está bem identificado. Além de sabemos o seu nome, também sabemos que se sentava à beira do caminho à entrada de Jericó, e até sabemos que o seu pai se chamava Timeu. Só não apresenta o seu documento de identificação, que não se usava nessa época.

      Parece-me que este argumento é um pouco fraco. Talvez seja fruto da necessidade de alguns teólogos arranjarem “base bíblica” para defender o julgamento imediato depois da morte o que de certa forma é incompatível com a doutrina da segunda vinda de Cristo, ressurreição e julgamento final. (a)
      Geralmente são os próprios evangelistas que nos dizem que se trata duma parábola, mas nem sempre nos dão essa informação. Quando não nos dizem que se trata duma parábola, somos levados a admitir que estamos perante um caso verídico, mesmo que não mencionem os nomes dos personagens, como no caso dos dois cegos mencionados em Mateus 9:27/31, ou do rapaz curado por Jesus em Marcos 9:14/19, ou no caso da ressurreição do filho da viúva às portas da cidade de Naín em Lucas 7:11/14.
      Não digo que este argumento do nome dos personagens não tenha o seu valor, mas é um entre outros pormenores da descrição e do seu contexto que nos podem levar a pensar se estamos perante a descrição dum facto verídico ou duma parábola.
      No entanto, na passagem do “Rico e Lázaro”, não se trata da omissão dos nomes, mas do facto de mencionarem o nome dum dos personagens, neste caso do pobre chamado Lázaro.
      Será este pormenor suficiente para considerar que estamos perante um facto verídico, como defendem alguns? Ou será simples pormenor duma parábola com a finalidade de servir de adorno para quebrar a monotonia da descrição, como defendem outros? Trata-se dum argumento que não podemos ignorar, mas pessoalmente tenho dúvidas em aceitar esta descrição como um facto verídico.
      Pelo que vemos no contexto desta passagem, em Lucas 15:1 Jesus está em casa dum dos chefes dos fariseus (ver em Lucas 14:1), quando chegam muitos publicanos e pecadores para o ouvir e Jesus conta a “parábola da dracma perdida”. Em Lucas 15:11 temos a “parábola do filho pródigo”. Em Lucas 16:1 a parábola do “mordomo infiel”, a partir do vr14 há uma questão levantada pelos fariseus a que Jesus responde, e do vr19 a 31 temos a passagem em estudo, que aparece numa sequência de várias parábolas.
      Assim, pelo contexto, sou tentado a pensar que se trata de mais uma parábola. Mas, por enquanto, deixo as duas hipóteses em aberto. Tanto há teólogos que defendem uma, como a outra posição.

      2.2 Abraão, porteiro do Céu?
      Talvez algum católico tradicional, desses que conhecem muito bem as suas tradições, mas nada conhecem da séria teologia católica, seria capaz de nos dizer: “Certamente que eles se enganaram. Não sei bem quem será este Abraão, mas bem sei quem é o Porteiro do Céu. Todos sabem que é São Pedro”.
      Certamente que os protestantes e os evangélicos, muito ciosos dos seus conhecimentos bíblicos, irão pensar: “Mas que ignorância destes católicos… Falam de Pedro, como se ele nunca tivesse pecado. Esquecem que Pedro negou a Jesus. Falam como se Pedro pudesse estar já no Céu, e não tivesse de passar pelo Julgamento final, na segunda vinda de Jesus. Mas que ignorância, pensar que Pedro tem algum poder no Céu a ponto de decidir quem lá pode entrar!”
      Mas, então… e no caso de Abraão? Estará Abraão excluído da afirmação neotestamentária em Romanos 3:23 “…todos pecaram…”? Esquecem que Abraão mentiu ao Faraó em Génesis 12:10/20 dizendo que Sara era sua irmã e não sua mulher, com receio pela sua segurança e também para conseguir as “…ovelhas, bois e jumentos, servos e servas, jumentas e camelos…” mencionados no vr. 16? A descrição leva-nos a concluir que Sara teve relações sexuais com o Faraó. Não foi nenhum deslize de jovens inexperientes mas um acto premeditado de adultos que bem sabiam o que faziam. Mas o mais grave é que o Deus de Abraão, castigou o Faraó que foi enganado e não a Abraão e Sara, que foram livremente para o Egipto e enganaram o Faraó que foi a vítima. O Deus de Abraão teve um comportamento semelhante ao de todos os outros deuses da tribo ou da cidade que lutavam a favor do seu grupo contra todos os outros povos. Como essa falcatrua deu resultado e teve o apoio do seu Deus, Abraão volta a repetir os mesmos métodos em Génesis 20:1/12 com Abimeleque, rei de Gerar.
      No entanto, Abraão aparece nesta passagem, como porteiro do Céu e fala com o Rico como quem tem autoridade para decidir sobre os seus pedidos.
      Afinal, Abraão também era muito rico segundo vemos em Génesis 13:2.

      2.3 Comunicação entre Céu e Inferno
      Se estamos perante um caso verídico, então temos aqui importantes informações sobre as emoções experimentadas depois da morte.
      Parece que o Céu não deve estar muito longe do Inferno, pois é possível avistar as pessoas ao longe e também é possível comunicação entre os que estiverem no Céu e no Inferno, desde que clamem bem alto.
      Claro que se for uma parábola, pelas regras de interpretação dessa cultura, assim como pela hermenêutica dos nossos dias, só deveremos meditar no pensamento principal da parábola e não nos pormenores secundários.

      3 Admitindo que seja uma parábola
      3.1 Qual a interpretação?
      Mesmo admitindo que estejamos perante uma parábola, as dúvidas de interpretação continuam.
      Qual a interpretação desta parábola? Qual o ensino que Jesus nos quis transmitir?
      Quanto ao comportamento do Rico durante a sua vida, a parábola só nos diz que:
      Vr. 19. Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino e que fazia diariamente brilhantes festins.
      Nada nos leva a pensar que a sua riqueza não fosse legítima. Ele vivia com todas as comodidades que a sua fortuna lhe concedia, tal como aconteceu com muitos dos grandes personagens bíblicos detentores, de grandes riquezas, incluindo Abraão que é citado nesta parábola. Nada se diz da vida espiritual do rico.
      Quanto a Lázaro, sabemos que: Vr. 20. Um pobre chamado Lázaro jazia coberto de úlceras no pórtico de sua casa. (casa do rico) 21. Ele bem que gostaria de saciar-se do que caía da mesa do rico; mas eram antes os cães que vinham lamber suas úlceras.
      Quanto ao comportamento de Lázaro, só sabemos que era pobre e doente. Sabemos que ficava junto ao pórtico de entrada da casa do rico. Nalgumas traduções aparece a palavra porta ou portão, mas a palavra utilizada nas cópias em grego, dá ideia dum pórtico duma grande propriedade, possivelmente com os guardas à entrada.
      Podemos pensar: Por que Lázaro ficava lá? Quando não conseguem esmola, os pobres mudam para onde têm possibilidade de conseguir alguma coisa e o mesmo acontece com os cães sem dono. De certa maneira, Lázaro era “companheiro” dos cães famintos que esperavam pelas sobras, que nessa cultura incluía os pedaços de pão utilizados para limpar os pratos e possivelmente seriam jogados para fora do terreno do rico.
      Nada sabemos da vida espiritual de Lázaro. Nada consta que tenha feito de bom ou de mau.
      Afinal, depois da morte, um vai para o Céu e o outro para o Inferno.
      Porquê? Se nada se diz da vida espiritual que levaram em vida?
      Parece que só haverá uma possível interpretação: O Rico foi para o Inferno por ser rico e Lázaro foi para o Céu por ser pobre. Será assim?! Estarão todos os ricos condenados ao Inferno e todos os pobres já salvos por serem pobres? Salvos pela sua pobreza?

      3.2 Contexto cultural desta parábola
      Esta parábola foi apresentada por Jesus a um grupo onde havia fariseus, que conheciam bem a religião judaica, assim como publicanos, interessados na mensagem do Mestre, bem como outras pessoas não especificadas. Vejamos então, qual o significado que a situação do rico e do pobre tinham nessa cultura, e qual reacção deles perante esta parábola.
      O Deus de Moisés prometera abençoar o seu povo com riquezas e bens materiais. Assim a riqueza era considerada como sintoma de espiritualidade e fidelidade a Deus. Aliás, entre os mais ricos, segundo o historiador Joaquim Jeremias, estavam os mais altos sacerdotes que viviam em palácios na parte alta de Jerusalém.
      Por outro lado, a pobreza e a doença, eram sintomas de pecado, do pobre ou de algum dos seus antepassados, ideia que o Mestre tentou contrariar em João 9:1/9 quando os discípulos, vendo um cego de nascença, lhe perguntaram quem tinha pecado para que nascesse cego. Penso que esta parábola do Rico e Lázaro, que o Mestre contou, vem na mesma linha de pensamento, tentando desfazer a ideia veterotestamentária que associava a riqueza à espiritualidade e a pobreza e doença ao pecado. Assim, o pobre, esquecido de todos, não está esquecido de Deus.
      Vemos também, um mesmo pensamento em muitas das parábolas contadas por Jesus nesta ocasião:
      Na parábola da ovelha perdida, o pastor preocupou-se mais com a ovelha perdida do que com as outras noventa e nova que ficaram no redil.
      Na parábola da dracma perdida, vemos a preocupação da mulher com a dracma perdida, quando parece que tinha muitas mais.
      Na parábola do filho pródigo, o pai alegrou-se mais com o que se tinha perdido do que com o outro que sempre estivera com ele.
      Afinal, com que é que mais se assemelhavam os ouvintes desta parábola, e também muitos dos que irão ler este artigo? Não era com as dracmas que nunca se perderam? Ou com as ovelhas que nunca saíram do redil? Ou com o filho mais velho que nunca abandonou o seu pai?
      Não se sentiram eles identificados com o rico desta parábola que era também “filho de Abraão”?
      Para essa época, em que ainda prevalecia a teologia veterotestamentária, seria certamente um escândalo ver rejeitado um verdadeiro israelita rico com as suas roupas de linho fino, riqueza que “comprovava” a sua fidelidade à Velha Lei, pois o Deus de Israel o abençoara como prometido, e um pobre imundo, coberto de úlceras, que nem poderia entrar no Templo de Jerusalém onde tudo era santo e puro, ser aceite nos Céus.
      No Velho Testamento havia uma grande preocupação com a santidade, mas quando nesse contexto veterotestamentário se fala em santo, significa separado ou consagrado e quando se refere à pureza, é quase sempre a pureza higiénica ou pureza litúrgica como podemos ver nas condições para um sacerdote se aproximar do altar em Levítico 21:17/21 e Levítico 22:1/7 ss. Todas as exigências estavam relacionadas com as condições físicas do sacerdote e nada se diz dos aspectos morais. Um dos casos mais típicos em que Jesus entra em conflito com o pensamento veterotestamentário é o que apresentamos no nosso artigo Santidade ao Senhor – Bom Samaritano (CC).

      Segundo o versículo 24, Ele exclamou: “Abraão, meu pai, tem compaixão de mim e manda que Lázaro venha molhar a ponta do dedo na água para me refrescar a língua, pois eu sofro um suplício nestas chamas”.
      Há nestas palavras, alguns aspectos que nos podem passar despercebidos. Ele trata Abraão por “Abraão, meu pai…” Era um meio para fazer lembrar a sua situação de israelita, “filho de Abraão”, que segundo a teologia desse contexto cultural, lhe conferia o direito de pertencer ao “Povo escolhido”. Era obrigação de Abraão defender um dos seus descendentes e as promessas feitas ao “povo escolhido” que deveria dominar sobre todos os outros. Continua arrogantemente a dar ordens ao desgraçado que na sua vida jazia à entrada da sua propriedade.
      A partir do versículo 27, o rico começa a preocupar-se com os seus cinco irmãos, todos eles também, certamente “filhos de Abraão”.
      Se esses privilégios de “filho de Abraão” não funcionaram com ele, certamente que também não iriam funcionar com os seus irmãos.

      4. Conclusão
      Penso em primeiro lugar, que estamos perante uma parábola e como tal, devemos procurar o pensamento central sem nos prendermos com os detalhes da descrição, evitando fundamentar uma doutrina numa parábola.
      De acordo com o seu contexto, vemos que o Mestre tenta desmontar as ideias veterotestamentárias que associavam a riqueza à santidade e a doença e pobreza ao pecado do próprio ou dos seus descendentes.
      Mas será que essas ideias já foram erradicadas das nossas igrejas?
      No tempo de Jesus, os mais importantes sacerdotes viviam com grande luxo, em palácios na parte alta de Jerusalém. Será que podemos estabelecer um paralelo de ideias com muitos dos dirigentes de igrejas evangélicas dos nossos dias?
      E o que tenho ouvido em muitos púlpitos? Venha a Jesus que Ele vai curar a sua doença, vai resolver o seu problema económico, os seus problemas familiares… Então um crente rico e bem colocado na vida, não deverá ser um crente espiritual?
      Mas se os problemas continuam, é porque não orou o suficiente, ou porque não deu o dízimo, ou porque está em algum pecado. Não são esses os ensinos de muitas igrejas evangélicas? Se é pobre, se é doente… então é porque o seu pecado o impediu de ser abençoado, ou não teve fé para receber as promessas de Deus.
      Isto faz lembrar o que se passa em muitas das igrejas dos nossos dias.
      Há uma grande pressão nos pregadores para cair numa “pregação demagógica”. Se quiser encher a sua igreja, deverá falar somente nos direitos e privilégios dos cristãos, omitindo os seus deveres. Assim, conseguirá encher a sua igreja com um bom grupo de “crentes” superficiais, fanáticos, entusiastas pelos seus “direitos”, dispostos a apregoar um “evangelho” de facilidades que…. não digo que não tenha produzido os seus frutos, pois infelizmente tem produzido os piores frutos.

      Fonte: http://www.estudos-biblicos.net/ricoelazaro.html

  3. João Carlos Theodoro diz:

    Quando morremos descansamos, certo. O espirito fica aonde do lado do corpo, ou vai para outro.

    • É uma pergunta que ainda não encontrei uma resposta nas escrituras, o que posso te dar como orientação é as possíveis traduções das duas palavras utilizadas muitas vezes para se referir a este local no Antigo e no Novo Testamento, são elas:

      Segundo o Dicionário Bíblico Strong

      Sheol (Hebraico):

      07585 sh ê’owl ou שאל sh êol
      procedente de 7592; DITAT – 2303c; n. f.
      1) Seol, mundo inferior (dos mortos), sepultura, inferno, cova
      1a) o mundo inferior (dos mordos)
      1b) Seol – a desiganção do AT para a morada dos mortos
      1b1) lugar do qual não há retorno
      1b2) sem louvor de Deus

      1b3) lugar para onde os ímpios são enviados para castigo
      1b4) o justo não é abandonado ali
      1b5) referindo-se ao lugar de exílio (fig.)
      1b6) referindo-se à degradação extrema no pecado

      Hades (Grego):

      86 Αδ ης hades
      de 1 (como partícula negativa) e 1492; TDNT 1:146,22; n pr loc
      1) Hades ou Pluto, o deus das regiões mais baixas
      2) Orcus, o mundo inferior, o reino da morte

      3) uso posterior desta palavra: a sepultura, morte, inferno
      No grego bíblico, está associado com Orcus, as regiões infernais, um lugar escuro e
      sombrio nas profundezas da terra, o receptáculo comum dos espíritos separados do
      corpo
      . Geralmente Hades é apenas a residência do perverso, Lc 16.23; Ap 20.13,14; um
      lugar muito desagradável. TDNT.

  4. wendrick diz:

    desculpa, mas discordo totalmente da sua visão sobre a história do rico e do lázaro, onde está explicito sobre o céu e inferno:
    “que no caso desta parábola específica não era falar de vida após a morte e sim sobre ser humilde, não ser soberbo, ajudar ao próximo, entre outras coisas.”

    Não existe texto mais explicito na Bíblia sobre os que vão para o céu e inferno, aliás a maioria das sustentações para o texto ser real está embasada em outros textos bíblicos das escrituras, é bom dar um conferida.

    • Bem Wendrick, você está no seu direito de discordar, porém o que não podemos dizer que um texto de uma Parábola é algo explicito, pois seguindo seu raciocínio em relação ao que diz uma parábola vamos ter que mudar nosso entendimento em várias outras parábolas e segui-las como sendo um fato concreto e real e não um “conto” para explicar algo.
      Seguindo esse novo conceito de parábola o tipo de terreno na parábola do semeador em Marcos 4 não se referiria ao coração do homem, como também a moeda perdida em Lucas 15 seria apenas uma moeda e não um pecador arrependido, como também o noivo em Mateus 25 não seria o Senhor seria apenas um noivo que iria se casar, como também o Joio e o Trigo em Mateus 13 seria apenas o que está escrito e não Salvos e Servos de satanás que se infiltram no meio do povo de Deus para confundi-los e ensinar enganos.

      • Existem coisas que só o Espírito pode revelar, após escrever a resposta a esse comentário estava conversando com um amigo sobre o assunto e o Senhor me levou a duas passagens bíblicas que eu nunca havia relacionado ao tema:

        Na primeira Jesus se refere a Morte de Lázaro como sono:

        “Depois de dizer isso, prosseguiu dizendo-lhes: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou até lá para acordá-lo”. Seus discípulos responderam: “Senhor, se ele dorme, vai melhorar”.
        Jesus tinha falado de sua morte, mas os seus discípulos pensaram que ele estava falando simplesmente do sono. João 11:11-13″

        Na segundo o Senhor se refere a morte da filha de Jairo também como sono:

        “Enquanto isso, todo o povo estava se lamentando e chorando por ela. “Não chorem”, disse Jesus. “Ela não está morta, mas dorme”. Todos começaram a rir dele, pois sabiam que ela estava morta.
        Lucas 8:52,53″

        Creio que Jesus aqui estava falando sério, sem brincadeira, sem rodeios e sem mentiras. Fiquem na Paz!

  5. Patrícia diz:

    Ola bom dia ! Minha dúvida é : devemos seguir uma religiao ou somente ler a bíblia . fico me perguntando se vamos a uma religião qual delas prega o correto , porque nao entendemos bem a bíblia e cada religiao prega conforme entende ai bos passa oque ela entende e crê .se formos ler a biblia tenho medo de interpretar errado pois é dificil entender entao oque fazemos sendo que existe religiões que falam do bem e fazem tudo diferente ao sair dali . devemos ou nao levar isso em conta ir a igreja mesmo sabendo disso e nao aprovando é obrigatorio ir a igreja e qual obrigada e desculpe mais conhecemos pessoas que fazem a gente nao querer ir por acha-las tão erradas no cotidiano e inclusive pastores

    • Boa Noite!

      Fico feliz só pelo fato de você ter tantos questionamentos, pois isso mostra que você está tentando discernir entre o certo e o errado e isso já demonstra o seu desejo de não desagradar a Deus.
      Vou tentar responder da maneira mais clara possível:
      O Seu questionamento sobre ter uma religião e ao mesmo tempo de ter por não compreender a Bíblia é natural, mas eu te digo uma coisa, se você aceitou Jesus e o fez Senhor e Salvador como diz em Romanos 10:9-11 você ao nascer de novo deveria poder discernir entre o certo e o errado, pois o Espírito Santo veio nos convencer do pecado, da justiça e do juízo (João 16:7-8) e as “Leis de Deus” agora deveriam estar gravadas no seu coração (Ezequiel 11:17-20). O que salva o homem é a sua fé, nenhuma religião salva, mas é importante congregarmos com nossos irmãos, pois muitas vezes estamos tão fracos que se estivermos sós desistiremos e cairemos mais facilmente nas ciladas do inimigo. Tá aí uma grande pergunta: Congregar Onde? Nos dias de hoje confesso que tem sido muito difícil encontrar um lugar onde a Palavra de Deus é pregada na sua fidelidade, tenho vivido isto, pois desde que comecei o blog em 2011 o Senhor tem me orientado a visitar diversas igrejas para que eu possa escrever com mais propriedade sobre alguns assuntos e confesso que tenho ficado um tanto triste com o que tenho visto, em alguns lugares ouvi do Senhor: Te trouxe aqui para que que você visse no que transformaram meu Evangelho. O que me consola é que na grande maioria dos lugares que Ele me manda ir tem me ordenado que interceda por eles, pela liderança e pelas ovelhas desses lugares e isso é um sinal que algumas delas podem vir a se corrigir. Para finalizar gostaria de dizer a você que se deseja do fundo do seu coração encontrar um lugar para congregar o Senhor irá lhe mostrar e se quer ser guiado pelo Espírito Santo de Deus em todas as coisas confesse Jesus “verdadeiramente” como seu único e suficiente salvador, de acordo com as escrituras em Romanos 10, que colocarei logo abaixo, pois muitos dizem ter confessado o Senhor e terem nascido de novo, serem Cristãos, mas o Novo Nascimento depende de Duas coisas: Confessar Jesus com Sua Boca e Crer verdadeiramente com seu coração, pois sem fé não há Salvação e por isso nós temos visto tantas pessoas na igreja agindo pior que as pessoas que vivem no mundo. Fique na Paz do Senhor Jesus.

      “Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação. Como diz a Escritura: “Todo o que nele confia jamais será envergonhado”. Romanos 10:9-11″

      “Mas eu lhes afirmo que é para o bem de vocês que eu vou. Se eu não for, o Conselheiro não virá para vocês; mas se eu for, eu o enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo. João 16:7,8”

      “Portanto, diga: ‘Assim diz o Soberano Senhor: Eu os ajuntarei dentre as nações e os trarei de volta das terras para onde vocês foram espalhados, e lhes devolverei a terra de Israel’.
      “Eles voltarão para ela e retirarão todas as suas imagens repugnantes e os seus ídolos detestáveis. Darei a eles um coração não dividido e porei um novo espírito dentro deles; retirarei deles o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. 20 Então agirão segundo os meus decretos e serão cuidadosos em obedecer às minhas leis. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus.Ezequiel 11:17-20”

  6. Aline diz:

    Boa tarde, o que vc me diz sobre o homem rico e Lázaro que estava no seio de Abraão e rico no inferno?

    • Boa tarde Aline!

      Se você fizer uma leitura completa neste texto verá que eu abordo esta Parábola, que como o próprio nome já diz se trata de uma parábola, que segundo a definição no dicionário Michaelis é uma Narração alegórica que contém algum preceito moral: As parábolas de Cristo encerram ensinamentos admiráveis.. Não podemos ver uma Parábola como fato concreto, como algo que realmente aconteceu e sim como uma alegoria para explicar algum preceito moral, que no caso desta parábola específica não era falar de vida após a morte e sim sobre ser humilde, não ser soberbo, ajudar ao próximo, entre outras coisas.

  7. Rejane diz:

    gostaria que vocês me explicasse a passagem 9:2-4 Marcos, fiquei em dúvida para onde mesmo as pessoas vão quando morre, já que Elias falou com Jesus transfigurado. Por favor me responde este vesículo.

  8. SAULO ROCHA diz:

    Muito esclarecedor essa explanação sobre o tema e verdadeiramente baseado na palavra de Deus. No entanto, eu esclareci uma questão e passei a ficar com uma dúvida em outro assunto, quando você começou a falar sobre Saul.

    Se Necromantes, médios e advinhos estão encaixados em 2 Coríntios 11:13-14:

    13 Pois tais homens são falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo. 14 Isto não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz. 15 Portanto, não é surpresa que os seus servos finjam que são servos da justiça. O fim deles será o que as suas ações merecem.

    Como pode então, Samuel falar através daquela mulher, já que necromantes/advinhos/ e outros são enganadores e não predizem nada de futuro?? fiquei com essa dúvida. fica claro ali que é Samuel quem fala e não um espirito enganador tentando se passar por ele.

    • Veja esse estudo sobre o tema, é muito esclarecedor:

      (Fonte: http://www.atosdois.com.br/print2.php?codigo=2292)

      SAMUEL OU DEMÔNIO?

      Ler 1 Samuel 28.1-20

      Argumento gramatical (1Samuel 28.6): “…o Senhor, porém este não lhe respondeu…”. O verbo hebraico é completo e categórico. Na situação presente de Saul, Deus não lhe respondeu não lhe responde e não lhe responderá nunca. O fato é confirmado pela frase “…Saul… interrogara uma necromante e não o Senhor…” (1Cr 10.13,14).

      Argumento Exegético: (1 Sm 28.6): “…não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas.” Fosse Samuel o veículo transmissor, seria o próprio Deus falando através dele pois Samuel era profeta (o pseudo-Samuel entregou uma profecia [1Sm 28.18,19]), Se for provado que não foi Deus quem falou também não foi Samuel quem falou.

      Argumento Ontológico: Deus se identifica como Deus dos vivos; de Abraão, de Isaque, de Jacó, etc. (Êx 3.15; Mt 22.32). Nenhum deles perdeu a sua personalidade, integridade, ou superego. Seria Samuel o único a poluir-se, indo contra a natureza do seu ser, contra Deus (1Sm 28.6) e contra a doutrina que ele mesmo pregara (1Sm 15.23), quando em vida nunca o fez?! Impossível.

      Argumento Escatológico: O pecado de Samuel tornar-se-ia mais grave ainda, por ter ele estado no “seio de Abraão” e tendo uma revelação superior e um conhecimento mais exato das coisas encobertas, e, por não tê-las considerado, nem obedecido às ordens de Deus (Lc 16.27-31). Mas Samuel nunca desobedeceu a Deus (1Sm 12.1-4).

      Argumento Doutrinário: Consultar “espíritos familiares” é condenado pela Bíblia inteira (Dt 18.10-12; Ap 21.8). Fossem os espíritos de mortos, Deus teria regulamentado a matéria, mas como não são, Deus os proibiu. Aceitando a profecia do pseudo-Samuel, cria-se uma nova doutrina, que é a revelação divina mediante pessoas ímpias e polutas. E nesse caso, para serem aceitas as afirmações proféticas, como verdades divinas é necessário que sejam de absoluta precisão; o que não acontece no caso presente (Vejam como são precisas as profecias a respeito de Cristo: Zc 9.9 e Jo 12.15; Sl 22.18 e Jo 19.24; Sl 69.21 e Jo 19.28,29; Êx 12.46; Nm 9.12; Sl 34.20 e Jo 19.36; Zc 12.10 e Jo 19.37; etc.).

      Argumento Profético (Dt 18.22): As profecias devem ser julgadas (1Co 14.29). E essas do pseudo-Samuel, não resistem ao exame. São ambíguas e imprecisas, justamente como as dos oráculos sibilinos e délficos. Vejamos:

      Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus (1Sm 28.19): A profecia diz que Saul viria a ser “entregue nas mãos” dos filisteus. Mas o fato é que Saul se suicidou (1Sm 31.4), e veio parar nas mãos dos homens de Jabes-Gileade (1Sm 31.11-13). Saul apenas passou pelas mãos dos filisteus. Infelizmente, o pseudo-Samuel não podia prever esse detalhe. Pode ser usado como argumento contrário dizer que “ser entregue nas mãos” biblicamente não significa ser morto e sim ser cercado, tomado, vencido, conquistado, ficar sob pressão e no poder de outro. Que Sansão, conforme o texto bíblico diz, foi entregue nas mãos dos filisteus e de fato Sansão nunca foi morto por eles mas, assim como Saul, Sansão se matou. De fato “ser entregue nas mãos” a principio, realmente não significa ser morto, mas quando lemos toda a parte “a” do versículo “19”: “O Senhor entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus, e amanhã tu e teus filhos estareis comigo…”, vemos que o “entregar nas mãos” de Saul, iria resultar sim em morte, sendo que Saul se suicidou, detalhe não previsto na profecia tornando a mesma ambígua. Se não soubéssemos do detalhe do suicídio de Saul a interpretação única seria a de que os filisteus o matariam, o que não aconteceu.

      Não morreram todos os filhos de Saul (“…tu e teus filhos, [28.19]”), como insinua essa outra profecia obscura: Ficaram vivos pelos menos três filhos de Saul: Is-Bosete (2Sm 2.8-10), Armoni e Mefibosete (2Sm 21.8). Apenas três morreram, como indicam clara e objetivamente as passagens seguintes: 1Sm 31.2,6 e 1 Cr 10.2,6. Num argumento contrário é dito: O demônio é astuto e não é burro, porque ele se arriscaria a afirmar que “todos” os filhos de Saul iriam morrer se de fato o demônio sabia que Is-bosete, filho de Saul, não estaria no campo de batalha? Note que em sua palavra Samuel não disse que “todos” os filhos de Saul iriam morrer no dia seguinte na batalha e sim disse que “os filhos de Saul” iriam morrer no dia seguinte na batalha, ou seja, morreria na batalha Saul e seus filhos se referindo tão somente aos filhos de Saul que estariam na batalha pois se fosse para morrerem “todos” os filhos de Saul o profeta teria falado claramente “amanhã morrerão todos os teus filhos”. Agora eu pergunto: Se eu tivesse vários filhos e um profeta profetizasse que eu e meus filhos morreriam, sem especificar quais ou quantos, o que esse profeta estaria insinuando? Então porque ele não disse “tu e teus três filhos estareis comigo” (?!) Já até disseram que os três filhos de Saul que morreram na batalha, estavam perto dele no momento em que ele ouviu estas palavras, mas a Bíblia diz que “…e [Saul] se foi, e com ele dois homens, e de noite chegaram a mulher…” (1 Sm 28.8) Os dois homens que foram com Saul, provavelmente eram os seus criados do versículo sete que conheciam a mestra de feitiçarias. A verdade é que a profecia esta cheia de ambigüidades, isto é, obscuridade nas palavras e expressões, que pode causar várias interpretações.

      Alguns na tentativa de provar que todos os filhos de Saul morreram como insinuou o pseudo-Samuel, dizem que Mefibosete não era filho de Saul e sim de Jônatas (2Sm 21.7), mas existiam dois com o mesmo nome na família: Mefibosete filho de Saul (2Sm 21.8,9) e Mefibosete filho de Jônatas e neto de Saul. (2Sm 4.4; 9.6-13; 16.1-4; 19.24-30; 21.7) também chamado de Meribe-Baal (1Cr 8.34). Em 2Samuel 21.8 nós lemos: “Porém, tomou o rei os dois filhos de Rispa, filha de Aiá, que tinha tido de Saul…” A expressão “que tinha tido” no hebraico é “yalad”. Vejam a definição do Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong (Strong´s): 03205 dly yalad uma raiz primitiva; DITAT-867; v 1) dar à luz, gerar, parir, produzir, estar em trabalho de parto 1a) (Qal) 1a1) dar à luz, gerar 1a1a) referindo-se ao nascimento de criança 1a1b) referindo-se ao sofrimento (símile) 1a1c) referindo-se ao perverso (comportamento) 1a2) gerar 1b) (Nifal) ser nascido 1c) (Piel) 1c1) levar a ou ajudar a dar à luz 1c2) ajudar ou atuar como parteira 1c3) parteira (particípio) 1d) (Pual) ser nascido 1e) (Hifil) 1e1) gerar (uma criança) 1e2) dar à luz (fig. -referindo-se ao ímpio gerando a iniqüidade) 1f) (Hofal) dia do nascimento, aniversário (infinitivo).

      Alguma dúvida de que Saul teve um filho chamado Mefibosete?! E mesmo que conseguissem provar que os dois eram a mesma pessoa, isso provaria apenas que com a permissão de Deus, o demônio conseguiu concluir seus planos antecipadamente anunciados também em Mefibosete, como acontece com alguns adivinhos quando “acertam” sobre o futuro. O cumprimento de uma profecia é apenas o primeiro passo para sabermos que ela é de Deus. Em alguns casos onde Deus testa a nossa sinceridade, Ele pode permitir que um falso profeta acerte: “Quando profeta ou sonhador se levantar no meio de ti e te anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio de que te houver falado, e disser: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los, não ouvirás as palavras desse profeta ou sonhador; porquanto o SENHOR, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma. Andareis após o SENHOR, vosso Deus, e a ele temereis; guardareis os seus mandamentos, ouvireis a sua voz, a ele servireis e a ele vos achegareis. Esse profeta ou sonhador será morto, pois pregou rebeldia contra o SENHOR, vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito e vos resgatou da casa da servidão, para vos apartar do caminho que vos ordenou o SENHOR, vosso Deus, para andardes nele. Assim, eliminarás o mal do meio de ti.” (Dt 13.1-5) Em outras palavras, quando erra não é de Deus, e quando acerta, quiçá!!! Diante do contexto geral das Escrituras, em tal cena contraditória, mesmo que a pequena profecia não fosse ambígua e imprecisa, como vamos continuar verificando que é, e observando todos os argumentos deste artigo, fica difícil provar que era Samuel e não um “pneèma pæyvna” “um espírito de pitonisa” (At 16.16).

      Saul não morreu no dia seguinte (“…amanhã…estareis comigo” [28.19]): Esta é uma profecia do tipo délfico, ambígua. Saul morreu cerca de 18 dias depois: “Sucedeu, pois, que, chegando Davi e os seus homens, ao terceiro dia, a Ziclague, já os amalequitas tinham dado com ímpeto contra o Sul e Ziclague e a esta, ferido e queimado;” (1Sm 30.1) “…ao terceiro dia…”. Davi gastou na sua volta três dias, em que percorreu uns 128 Km. Estava fora de Ziclague havia já uns dez dias. E gastou um dia com os preparativos para a nova expedição contra os amalequitas. “Davi, porém, com quatrocentos homens continuaram a perseguição, pois que duzentos ficaram atrás por não poderem, de cansados que estavam, passar o ribeiro de Besor.” (1Sm 30.10) “…cansados…” O segredo das vitórias de Davi estava nas suas ações fulminantes. Os 220 homens, entretanto, tiveram a sua ocupação – guardar a retaguarda e tomar conta da bagagem para que os outros pudessem agir desembaraçadamente. Já havia transcorrido dois dias. “Então lhe perguntou Davi: De quem és tu, e de onde vens? Respondeu o moço egípcio: Sou servo dum amalequita, e meu senhor me deixou aqui, porque adoeci há três dias.” (1Sm 30.13) “…três dias.” Os amalequitas estavam na frente de Davi, ainda por três dias. Gastou cinco dias para alcançá-los. “Feriu-os Davi, desde o crepúsculo vespertino até à tarde do dia seguinte, e nenhum deles escapou se não só quatrocentos moços que, montados em camelos, fugiram.” (1Sm 30.17) “Feriu-os Davi…” O ataque foi inesperado, noturno e terminou rapidamente. Para cuidar dos prisioneiros e recolher o despojo de guerra levou um dia, até à tarde do dia seguinte. Na volta gastou mais uns oito dias. Citar em sua defesa Gn 30.33 e Êx 13.14 e afirmar que a palavra hebraica “rxm” “machar” “amanhã”, aqui, é de sentido indefinido, é torcer o hebraico e a sua exegese, pois todos vão morrer, mesmo, em “algum dia” no futuro; isto não é novidade.
      Saul não foi para o mesmo lugar de Samuel (“… estareis comigo [28.19]) outra profecia délfica. Interpretar o “comigo” por simples “além” (sheol), é tergiversar. Samuel estava no “seio de Abraão”, sentia isso e sabia da diferença que existia entre um salvo e um perdido. Jesus também o sabia, e não disse ao ladrão da cruz: “…hoje estarás comigo no além (sheol), mas sim, no “Paraíso”. Logo Samuel não podia ter dito a Saul, que este estaria no mesmo lugar que ele: no “seio de Abraão”. Se Samuel não tivesse desobedecido a Deus (28.16-19), passaria para o inferno, para estar com Saul? Ou então, Saul, ainda que transgredindo à Palavra de Deus e consultando à necromante (1 Cr 10.13), passou para o Paraíso, para estar com Samuel? Inacreditável.

      O NOME ELOHIM

      Em 1 Samuel 28.13 nós lemos: “Respondeu-lhe o rei: Não temas; que vês? Então a mulher respondeu a Saul: Vejo um deus que sobe da terra.” No hebraico nós lemos: “…Vejo elohim que sobe da terra.” Argumentando um irmão disse: “…quanto a mulher ter declarado que era um deus que sobe da terra, não há nisto nenhum problema visto que para um ímpio o homem de Deus é como um deus, ou seja, a santidade e virtude do homem de Deus revelam a santidade e virtude divinas, veja aqui:

      Ex 7:1 ENTÃO disse o SENHOR a Moisés: Eis que te tenho posto por deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu profeta.
      Jo 10:33 Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.
      Jo 10:34 Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Sois deuses?
      Jo 10:35 Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada),
      Jo 10:36 Àquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus?
      2Pe 1:4 Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo.

      O irmão entrou num campo minado. Elohim é o plural de Eloah. Esse nome no singular ocorre apenas 57 vezes no Antigo Testamento, ao passo que no plural ocorre 2.498 vezes. Esse substantivo vem do verbo hebraico “alá”, e significa “ser excelente, temido e reverenciado”. O substantivo, como nome, revela a plenitude das excelências divinas, aquele que é supremo. Deus é apresentado pela primeira vez na Bíblia, com esse nome, em Gênesis 1.1: “No princípio criou Deus (Elohim) os céus e a terra”. A declaração de Gn 1.1 apresenta o verbo no singular (criou) e o sujeito no plural (Elohim), e isso revela a unidade de Deus na Trindade. Embora o nome por si mesmo não signifique a Trindade, revela uma pluralidade.

      O nome “elohim” aparece 2.555 vezes no Antigo Testamento hebraico, mas em 245 lugares não se refere ao único Deus verdadeiro. Aparece relacionando-se com divindades demoníacas pagãs 20 vezes: Com relação a Baal, 4 vezes (Jz 6.31; 1Rs 18.24,25,27); com relação a Baal Berit, 1 vez (Jz 8.33); com relação a Quemós ou Camós, 2 vezes (Jz 11.24; 1Rs 11.33); com relação a Malcan ou Milcom 1 vez (1Rs 11.33); com relação a Dagom, 5 vezes (Jz 16.23,24; 1Sm 5.7); com relação a Astarote, 2 vezes 1Rs 11.5,33), mas “Astarote” é um nome que já está no plural; então, gramaticalmente, “elohim” concorda com esse nome; com relação a Baal Zebube, 4 vezes (2Rs 1.2,3,6,16); com relação a Adrã-Meleque, 1 vez (2Rs 17.31), como o texto fala de dois deuses, o nome só poderia estar mesmo no plural; com relação a Nisroque, 2 vezes (2 Rs 19.37; Is 37.38). Para os pagãos, o seu deus ou seus deuses, significava(m) “a plenitude das excelências divinas”. O que o Deus de Israel representava para o povo hebreu essas divindades representavam para os pagãos.

      A Bíblia afirma categoricamente: “…antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. (Is 43.10) Em João 17.3 Jesus declarou: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” Portanto, qualquer outro deus é um deus falso. Em Êx 4.16 nós lemos: “ Ele falará por ti ao povo; ele [Arão] te será por Boca, e tu [Moisés] lhe serás por Deus.” (Êx 4.6) Mas é interessante notarmos, que mais adiante Deus diz para Moisés: “…Vê que te constituí como deus sobre faraó, e Arão, teu irmão, será teu profeta.” (Êx 7.1) Deus não estava dizendo que ia transformar Moisés em um deus, e sim, que Moisés faria o papel de Deus, ou representaria a Deus diante de faraó, da mesma forma que em Êxodo 4.6. O tradutor ter traduzido “elohim” por “deus” e não por “Deus” em Êxodo 7.1 não muda nada. Esse erro já foi corrigido na Versão Almeida Revista e Atualizada da Bíblia Online (3.0 [Módulo Avançado]). Os Testemunhas de Jeová costumam usar Êx 22.8,9,28 para sustentar sua crença politeísta. Encontramos nesses versículos a palavra “juízes”, em todas as nossas versões, visto que no texto hebraico aparece o nome “elohim”. Assim, conclui a organização que existem vários deuses; portanto, porque Jesus não pode ser um deles? Se os juízes de Israel são chamados de “elohim”, quanto mais Jesus! Que argumento ruim! E os atributos divinos que Jesus possui?

      À luz de Dt 19.27, passagem paralela, sabemos que o Deus de Êx 22.8,9,28 está representado pelos juízes, e não que os juízes sejam deuses. Isso porque no texto de Deuteronômio aparece a palavra “mishpat” que em hebraico significa “juíz”. Assim, a pessoa suspeita, citada na passagem em apreço era levada perante Deus: “então, os dois homens que tiverem a demanda se apresentarão perante o SENHOR, diante dos sacerdotes e dos juízes que houver naqueles dias.” O termo “deuses” no Sl 82.6 significa que os juízes representavam Deus.

      Essa passagem do Sl 82.6 foi citada por Jesus em Jo 10.34, e as Testemunhas de Jeová fazem disso um recurso para defender a existência de vários deuses, com o propósito básico de negar a divindade absoluta de Cristo. Essa expressão foi dirigida aos juízes de Israel como representantes de Deus, e o texto diz que eles foram chamados de “filhos do Altíssimo”.

      Essa expressão “Vós sois deuses” é uma ironia, em virtude das maldades, injustíças e impiedades desses juízes. No versículo 1 são eles chamados de “poderosos” e “deuses” (RC), e Deus está julgando no meio deles. Os versículos de 2-5 trazem as características desses “deuses” ou juízes malévolos. Os tais deuses, portanto, são divindades falsas, pois o texto se refere aos juízes injustos.

      Se esses juízes perversos eram chamados “deuses”, nas próprias Escrituras, e os judeus aceitavam essa condição, quanto mais Jesus, o Filho de Deus! Foi esse o argumento de Jesus em defesa de sua deidade nessa passagem, em Jo 10.34. Ele, sendo enviado pelo Pai, estava agora na iminência de ser apedrejado pelos judeus porque se declarou igual a Deus! Assim a passagem não abona a crença em vários deuses.

      “Co-participantes da natureza divina”, 2 Ped. 1:4. Poder ser co-participante ativo daquela natureza divina, não é, claro está, tornar-se Deus – de modo algum. A essência Deus não pode ser criatura. Entre criatura e o próprio Deus existirá sempre um enorme fosso, mas tão só na essência. Mas tanto como o primeiro homem Adão foi criado naquela imagem de Deus, também nós, pela renovação efetuada pelo Espírito, devemos ser levados de retorno àquela imagem do Todo-Poderoso, sendo nós ainda maiores participantes daquela natureza divina. Nós pela graça nos tornamos como Deus e não em Deus. Porque Deus é amor, nos tornamos em amor, pois “aquele que ama nasceu de Deus”. Deus é simplesmente Verdade e nós nos tornamos verdadeiros e amamos o que é verdade; Deus é bom e pela Sua imensa graça nos torna como Ele é, para que limpos possamos ver Deus (Mt 5.8). Mais ainda, tornamo-nos sempre participantes de plenos direitos daquela natureza divinal num sentido muito maior do que aquele que concebemos para nós mesmos – podemos e temos porque e como ser absolutamente divinais. Não nos havemos nós tornado membros da Divina Pessoa de Cristo, participando do Seu Corpo? Sim, aquele mesmo sangue que nos flui na cabeça, leva os nutrientes à mão para que se mexa e mova; assim, aquela mesma Vida que flui em Cristo, tem como fluir em nós já e agora, “porque agora estais mortos e as vossas vidas escondidas em Cristo Jesus”. Mas como se tal feito não fosse notável, encontramo-nos plenamente casados em e com Cristo. Ele nos deu matrimonio Santo para que d’Ele, de Sua própria justiça e fidelidade, desfrutemos ainda. Oh, que maravilhoso mistério este! Olhando para dentro dele, do mistério, quem o entenderá? Um com Jesus, em união, em uníssono! Tal como a videira e seu galho, fazemos parte do nosso Salvador e Redentor e Ele de nós. Enquanto nos alegramos, que se torne claro que todo aquele que tem e possui esta natureza a revelará diante de qualquer homem pelo seu trato santo e não fingido, no seu relacionamento com todos os demais, fazendo transparecer pelas suas palavras e trato como escaparam da corrupção que está neste mundo através da sua concupiscência. Que anseio deve ter por mais santidade em seu coração!

      Quando feiticeira de En-Dor disse: “…Vejo elohim que sobe da terra.” (1Sm 28.13), ela deixou bem claro para mim que ela estava vendo as conhecidas manifestações de uma divindade demoníaca pagã, isto é, de um demônio, ou talvez do próprio Diabo em pessoa, que tem o poder da transfiguração (2Co 11.14), o falso deus desse século (2Co 4.4).

      O QUE ACONTECEU ANTES E DURANTE O RITUAL?

      Agora vamos examinar o que aconteceu antes e durante esse ritual. O irmão disse: Agora se ela disse Elohim porque reconheceu nele um de seus deuses então porque motivo ela teria se assustado? Não era ela servidora de falsos deuses? Em 1Samuel 28.7 nós lemos: “Então disse Saul aos seus servos: Apontai-me uma médium, para que me encontre com ela e a consulte. Disseram-lhe os seus servos: Há uma mulher em En-Dor que é médium.” A palavra no original hebraico é “ba‘alah” significa (1) senhora, proprietária (2) feiticeira, necromante (substantivo de relação). Esta palavra aparece em três passagens (1Sm 28.7; 1Rs 17.17; Na 3.4). O título “ba’alah” é traduzido por “mestra” em Naum 3.4: “Tudo isso por causa da grande prostituição da bela e encantadora meretriz, da mestra (ba’alah) de feitiçarias, que vendia os povos com a sua prostituição e as gentes, com as suas feitiçarias.” O fato de que o rei Saul pensava até mesmo em buscar a ajuda de uma feiticeira para aconselhamento espiritual, é chocante, pois ele erradicou vigorosamente os feiticeiros de Israel, conforme indica a resposta da feiticeira no versículo 9: “…bem sabes o que fez Saul, como eliminou da terra os médiuns e adivinhos; por que, pois me armas cilada à minha vida, para me matares?” Deus havia ordenado que ninguém em Israel consultasse adivinhador, prognosticador, agoureiro, feiticeiro, encantador, necromante, mágico e quem consulte os mortos, muito antes do nascimento do rei Saul (Dt 18:9-14). Na verdade, Deus ordenou que todos os feiticeiros e os que praticassem bruxaria fossem mortos, em Êxodo, 400 anos antes do rei Saul. Reiterando, a resposta dessa feiticeira de En-Dor (2 Samuel 28:9), vemos que Saul cumpriu as ordens de Deus no que se refere aos feiticeiros; entretanto, acho bastante interessante que, mesmo depois de uma campanha vigorosa contra os feiticeiros, os criados do rei Saul soubessem exatamente onde havia uma feiticeira! Quando o rei Saul pediu a indicação de uma feiticeira, eles sabiam exatamente onde ela vivia e levaram o rei até lá. Ela era uma mestra de feiticarias (como mostrei acima sobre o título que ela possuía) e bastante poderosa para ter escapado da perseguição, embora os criados de Saul soubessem exatamente onde ela vivia. A resposta imediata dos criados revela a verdade da história: “E os seus criados lhe disseram: “…Há uma mulher em En-Dor que é médium (ba’alah).” Assim que o rei Saul soube que uma mestra em feiticarias vivia em En-Dor, não perdeu tempo em ir até ela. “E Saul se disfarçou e vestiu outros vestidos, e foi ele com dois homens, e de noite chegaram à mulher; e disse: “…Peço-te que me adivinhes pela necromancia, e me faças subir aquele que eu te disser. (v.8)” O que há de mais importante a se notar no pedido de Saul é que ele falou sobre esse ritual como se fosse habitual, e ele certamente conhecia o poder de um feiticeiro para invocar um ser espiritual por meio do poder do “espírito familiar” que habita nele; esse espírito familiar é uma das formas mais poderosas de possessão demoníaca, pois invocar um ser espiritual a esta dimensão requer uma possessão poderosa, agindo por meio de um feiticeiro experiente. O rei Saul sabia que a feiticeira poderia conjurar um espírito específico, e após garantir que ela não seria morta (v.10), jurando pelo Senhor, ele pede que Samuel seja trazido do mundo dos mortos. A maioria dos estudiosos da Bíblia não acredita que Deus realmente permitiu que o espírito de Samuel retornasse à Terra, pelo simples motivo de que Deus certamente não permitiria que o espírito de um de seus profetas retornasse à Terra por meio de um método satânico já condenado por ele. Deus dá tanta importância aos métodos justos quanto dá aos fins justos, assim ele definitivamente não permitiria que o verdadeiro espírito de Samuel se manifestasse. O próprio texto permite essa interpretação. Porque a feiticeira se assustou? Ela perguntou: “…Quem te farei subir? Respondeu ele: Faze-me subir Samuel.” (v.11) A feiticeira se assustou quando descobriu que o espírito seria o de Samuel e logo ligou Samuel a Saul.

      “Vendo a mulher a Samuel, gritou em alta voz; e a mulher disse a Saul: Por que me enganaste? Pois tu mesmo és Saul.” (v.12) Não creio que neste presente versículo a feiticeira tenha de fato visto a Samuel, eu entendo que quando ela viu (no sentido perceber) que o espírito que ela teria de “fazer subir” seria o de Samuel, ela gritou em alta voz assustada, pois inteligentemente ligou Samuel a Saul. Entendo o versículo 12 da seguinte forma: “Vendo [Percebendo] a mulher [que era] Samuel [que ela teria de fazer subir], gritou em alta voz…”. Como eu posso afirmar isso ?! A feiticeira ainda estava conversando com Saul e deve ter pensado: É agora que eu perco a minha cabeça! Mas o rei Saul a tranqüilizou dizendo: “…Não temas; que vês? Então a mulher respondeu a Saul: Vejo um deus que sobe da terra.” (v.13) Agora sim a feiticeira viu algo: “um deus que sobe da terra”. O espírito ainda estava subindo, ela não poderia tê-lo visto no versículo 12, e mesmo assim o que ela viu foi um deus. No versículo 14 Saul perguntou: “…Como é a sua figura? Respondeu ela: Vem subindo um ancião, e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra e se prostou.” Observe que a feiticeira descreveu o que estava vendo: “um deus que tomou a forma de um ancião envolto numa capa”. Então, a próxima sentença revela a verdade. “Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se prostrou.” Saul entendeu que o deus que tomou a forma de um ancião envolto numa capa era Samuel. Logo a seguir começa um dialogo com expressões e profecias que revelam que não era o espírito de Samuel que estava no corpo feiticeira. Sim!!! Depois que o “espírito de Samuel” apareceu em uma visão subindo da terra, ele entrou no corpo da feiticeira, pois só assim poderia ter acontecido o diálogo entre Saul e o espírito de Samuel. As expressões: “…que vês?…” ou “…Como é a sua figura?…” mostram que Saul não teve nenhum contato direto com o espírito. Depois que Saul se prostou, o versículo 15 diz: “Samuel disse a Saul:…” Nesse momento o espírito jás estava incorporado na feiticeira. Imagine o espírito de Samuel na companhia de outros demônios que com certeza habitavam o corpo da mestra de feitiçarias falando com Saul ?! Será que eles saíram antes de Samuel entrar ?!

      Como já examinei a profecia, vou apenas chamar a sua atenção para uma expressão (conhecida de muitos ex-médiuns e ex-feiticeiros) que foi usada por esse pseudo-Samuel. A feiticeira em En-Dor incorporada por um demônio disfarçado de Samuel, disse no versículo 15:

      “…Por que me inquietaste, fazendo-me subir?…” Se foi pela permissão e vontade de Deus que o espírito de Samuel incorporou na feiticeira, porque Samuel estava inquietado? Segundo o próprio “Samuel” foi porque o fizeram subir (“fazendo-me subir”). Agora eu pergunto: Os que afirmam que era Samuel não dizem que na única exceção da regra Deus permitiu a presente sessão espírita? Isto é, não dizem que foi Deus quem o fez subir? Mas segundo o próprio Samuel deste texto não foi Deus. Quem já teve alguma experiência com as trevas, sabe muito bem que os demônios “familiares” (“isto é, os que fazem o papel do espírito de um falecido”) ou não, quando são invocados em um ritual de necromancia ou sessão espírita, fazem esta famosa “reclamação”. Assim, não devemos ficar surpresos ao ver esse demônio que Saul presumiu ser Samuel “reclamar” desta forma. Esse mesmo demônio que fez o papel de Samuel (se é que não foi o próprio Diabo) com certeza está enganando muitos também nos dias de hoje.

      O maior argumento a favor de ser Samuel, é o fato do escritor bíblico identificar a figura como sendo Samuel, um irmão argumenta:

      – Admitir que Samuel de fato apareceu para Saul pode não ser nada útil quando deparamos com o uso que um espírita vai querer fazer do fato para se apoiar.

      – Por outro lado, dizer que ali apareceu Satanás disfarçado talvez tenha muito pouca coerência visto que o texto bíblico duas vezes chama a “aparição” de Samuel.

      1Sm 28:15 Samuel disse a Saul…
      1Sm 28:16 Então disse Samuel….

      Tendo em vista que o escritor do livro de Samuel era um homem de Deus escrevendo inspirado pelo Espírito Santo de Deus e visto que Deus não é Deus de confusão seria correto esperar que o autor escrevesse “A aparição de Samuel disse a Saul” ou “Então disse aquele que Saul acreditava ser Samuel” caso não fosse o próprio, mas o escritor do livro de Samuel (muito provavelmente o profeta Natã) enfaticamente chama a aparição de: “Samuel”.

      Creio que apenas houve a identificação da figura como sendo de Samuel, mas, não sendo de fato, pois Saul creu que a figura era Samuel (v.14), e o testemunho para o relato bíblico foi dele ou dos seus dois servos participantes da ação. O escritor bíblico foi inspirado pelo Espírito Santo, mas, decidiu narrar a sessão espírita exatamente como aconteceu. Por exemplo: Como foi narrada a primeira sessão espírita do mundo? Vejamos: “(1) Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse a mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? (4) Então a serpente disse a mulher: É certo que não morrereis. (5) porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abriram os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal. (Gn 3.1,4,5) Moises escreveu: “…Então a serpente disse…” mas todos nós sabemos que quem falou foi Satanás através da serpente. Como a Bíblia nos ensina a origem de Satanás? Quando a terra foi criada, todos os anjos ainda estavam unidos (Jó 38.4-7). Observe que a expressão “filhos de Deus” e o termo “estrela”, também são usados na Bíblia referindo-se a anjos (Jó 1.6; Ap 12.4). Em Jó 38.4-7, nada é dito sobre divisão ou rebelião, todos os anjos rejubilavam juntos com a criação da terra.

      Porém, esta união não continuou, aconteceu uma terrível divisão entre os anjos. O principal de todos os anjos pecou contra Deus, exatamente como traduziu a Nova Versão Internacional:

      “Por meio do seu amplo comércio, você encheu-se de violência e pecou. Por isso eu o lancei, humilhado, para longe do monte de Deus, e o expulsei ó querubim guardião, do meio das pedras fulgurantes” (Ez 28.26).

      Em Ezequiel 28.11-19, nós encontramos a descrição deste anjo. Esta profecia foi profetizada para o rei de Tiro. Mas o que foi dito é impossível de se aplicar ao líder humano de Tiro. Vejamos:

      (1) Foi dito que ele era o modelo da perfeição (v.12).
      (2) Foi dito que ele estava no Éden, Jardim de Deus (v.13).
      (3) Foi dito que ele foi criado e não nascido (v.13,15).
      (4) Foi dito que ele era um anjo (v.14).
      (5) Foi dito que ele estava no monte santo de Deus (v.14,16).

      Sendo assim, esta profecia refere-se a quem está influenciando o rei de Tiro, isto é, o anjo querubim que pecou contra Deus. A Bíblia identifica este anjo, de uma forma muito clara em Apocalipse 12.7-9:

      “E houve guerra no céu: Miguel e seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam, mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, que engana a todo o mundo. Ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele”.

      Termino este estudo esperando ter contribuído com o esclarecimento do texto estudado.

  9. SAULO ROCHA diz:

    Muito esclarecedor essa explanação sobre o tema e verdadeiramente baseado na palavra de Deus. No entanto, eu esclareci uma questão e passei a ficar com uma dúvida em outro assunto, quando você começou a falar sobre Saul.

    Se Necromantes, médios e advinhos estão encaixados em 2 Coríntios 11:13-14:

    13 Pois tais homens são falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo. 14 Isto não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz. 15 Portanto, não é surpresa que os seus servos finjam que são servos da justiça. O fim deles será o que as suas ações merecem.

    Como pode então, Samuell falar através daquela mulher, já que necromantes/advinhos/ e outros são enganadores e não predizem nada de futuro?? fiquei com essa dúvida. fica claro ali que é Samuel quem fala e não um espirito enganador tentando se passar por ele.

    • Graça e Paz meu irmão!

      Em relação ao espírito ser o de Samuel por ele ter falado a verdade, vamos observar o que ele disse:

      “19 O Senhor entregará você e o povo de Israel nas mãos dos filisteus, e amanhã você e seus filhos estarão comigo. O Senhor também entregará o exército de Israel nas mãos dos filisteus”.” (1 Samuel 28:19)

      Tenho observado que a principal propriedade do engano é misturar a verdade com a mentira para confundir. Nesse caso específico realmente Saul e os filhos morreram, mas existe uma mentira no que o espirito falou: “Saul e os filhos não morreram no dia mencionado pelo espírito”, veja:

      “Depois da morte de Saul, Davi retornou de sua vitória sobre os amalequitas. Fazia dois dias que ele estava em Ziclague quando, no terceiro dia, chegou um homem que vinha do acampamento de Saul, com as roupas rasgadas e terra na cabeça. Ao aproximar-se de Davi, prostrou-se em terra, em sinal de respeito. Davi então lhe perguntou: “De onde você vem? ” Ele respondeu: “Fugi do acampamento israelita”. Disse Davi: “Conte-me o que aconteceu? ” E o homem contou: “O nosso exército fugiu da batalha, e muitos morreram. Saul e Jônatas também estão mortos”. (2 Samuel 1:1-4)

      Se você continuar lendo o relato da batalha em 1 Samuel podemos ver que houve um lapso de tempo de dias até Davi ficar sabendo nos versículos acima da morte de Saul, que no mínimo foi de dois dias depois do espírito ter falado a Saul. Vemos que houve tempo para Davi ir ao encontro do exército inimigo para resgatar os que foram levados e que dois dias depois de ter feito isso é que ele voltou e o texto diz que isso foi depois da morte de Saul.

      O que quero mostrar aqui é que Saul não morreu no dia seguinte como o espírito previu e sim alguns dias depois da predição, quero dizer ainda que para Satanás era fácil prever a derrota de Saul, pois essa era a vontade de Deus, porém a previsão falhou na hora de determinar o tempo em que isso aconteceria, justamente para que o engano fosse percebido. Por tudo isso reafirmo que quem falou através daquela feiticeira não foi o espirito de Samuel, pois o mesmo estava ‘dormindo’, mas sim um espírito de engano, da mesma forma que fazem até os dias de hoje e continuam engano milhares.

      Outro fato que deixa claro a mentira do espírito é que ele diz que Saul e seus filhos estarão junto com Samuel. Como poderia ser? Saul um suicida, desobediente e rejeitado por Deus, poderia estar descansando no mesmo lugar que Samuel?

      Na internet você vai encontrar muitos estudos sobre essa aparição de Samuel, uns acham que era Samuel e ele mentiu por ordem de Deus, outros que era um espirito imundo personificado de Samuel, que para mim é o que se encaixa melhor nas escrituras e com o caráter de nosso Deus.

  10. Hab diz:

    Sim, gostei muito da explicação, mas em Eclesiástica 12:7 está escrito “e o pó volte para a terra como era, e o espírito volte a Deus que o deu”,

    • Bom dia!

      O fato de o espírito voltar a Deus não anula o fato dele estar dormindo, se é essa a questão, pois antes de sair de Deus para Adão através do sopro de Sua boca, o espírito existia em Deus mas não existia na sua individualidade como espírito. Abraços!

  11. Ermeson Duarte diz:

    Gostei muito da publicação, pois esclareceu minhas dúvidas… Obrigado!

  12. Ermeson Duarte diz:

    Gostei bastante da publicação, e esclareceu minhas dúvidas sobre esse assunto! obrigado.

  13. Juarez Morais diz:

    Adorei essa sua explicação.

    Fiquei em dúvida quanto à passagem da biblia de 1 Pedro 4:6

    “Porque por isto foi pregado o evangelho também aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito;

    1 Pedro 4:6”

    Se foi pregado o evangelho aos mortos, como eles poderiam estar dormindo?

    Obrigado

    • Boa Noite Juarez!

      Este texto da forma que está traduzida apresenta uma certa contradição, pois se da forma como ele está traduzido do Grego facilita a vida dos que defendem que todos que morreram em Cristo estão no paraíso, como também para aqueles que pregam uma vez salvo salvo para sempre e que quando aceitamos Jesus e morremos vamos direto para o Céu, para a Glória como costumamos ouvir, porém, como disse esse texto entra em contradição com outros textos bíblicos como em 1 coríntios e apocalipse que divide a ressurreição em dois grupos: Os que morreram em Cristo e os que não morreram. O texto fala que aos mortos foi pregado o evangelho para que fossem julgados na carne (Isso não impediria que todos estivessem dormindo, acordassem para ouvir a pregação do Evangelho e depois voltassem a dormir, simplesmente para se cumprir a Justiça de Deus também para com eles) e que assim vivessem segundo Deus em espírito. Ora, isso não é o que acontece conosco quando ouvimos o Evangelho e decidimos se aceitamos ou não Jesus como Senhor e Salvador? Porém mesmo assim morreremos, pois apesar da morte não ter retido Jesus, pois Ele ressuscitou, Paulo Explica em 1 Corintios 15, a partir do verso 50, o que vai acontecer na volta do Senhor e lá ele diz que naquele instante, ao soar da última trombeta a morte, o último inimigo, será vencido e aí seremos transformados ainda em vida e os que morreram em Cristo também, sendo porém ressuscitados, não falando dos demais. Em apocalipse também fala em duas ressurreições, Daniel 12 sugere que muitos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para a vergonha (Multidões que dormem no pó da terra acordarão: uns para a vida eterna, outros para a vergonha, para o desprezo eterno.). Mais uma vez insisto em dizer que seria contraditório se ressuscitar para a glória eterna alguém que já vive na glória, e Daniel não fala em uma transformação como Paulo fala dos Cristãos e sim de ressuscitar, que significa segundo o dicionario:

      verbo transitivo
      1. Fazer voltar da morte à vida.
      2. [Figurado] Restaurar, fazer reviver.
      verbo intransitivo
      3. Voltar da morte à vida; ressurgir.

      A dúvida do irmão me fez despertar a curiosidade em como esse versículo foi traduzido do grego e vou pegar o texto receptus, original em grego, e vou dar uma olhada usando o Dicionário Bíblico strong quais os significados de cada palavra, pois muitas vezes tenho visto divergências entre algumas traduções justamente pelas pessoas que estavam traduzindo ter um conceito formado sobre algo e traduzirem da forma que melhor se adaptaria a esse conceito, assim que tiver visto isso posto aqui novamente. Vou postar o texto original abaixo em Grego e se você conhecer alguém que possa nos ajudar nisso eu agradeço. Fique na paz do Senhor.

      εις τουτο γαρ και νεκροις ευηγγελισθη ινα κριθωσιν μεν κατα ανθρωπους σαρκι ζωσιν δε κατα θεον πνευματι
      (1 Pedro 4:6)

  14. Hilton diz:

    Muito legal. O texto é esclarecedor.

    TEnho dúvidas sobre a diferença entre BOCA, LINGUA E LÁBIOS.

    Como vc diz não existe contradição, então porque guardar a boca e os lábios?

    abs
    /
    Hilton

    • Boa tarde Hilton!

      Você viu isso no Antigo Testamento?

      Vejo a língua como o falar, no capítulo 3 da epístola de Thiago ele se refere a língua como sendo o que leva os homens a dizerem coisas que não deveriam, fala em refrear a lingua no sentido de ser comedido ao falar. Posso também ver os lábios nesse contexto, pois o Profeta Isaías fala nesse contexto em relação aos lábios:

      ¶ Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos. Isaías 6:5

      Em relação a boca vemos Jesus falando que o contamina o homem não é o que entra por ela e sim o que sai, uma clara referência também as Palavras que saem do homem, mnesse caso ele respondia uma pergunta de Pedro no contexto se era ilícito não lavar as mãos.

      Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora? Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem.
      Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem. Mateus 15:17-20

      O que posso te dizer mais é que podemos ver quando se fala as três coisas ao mesmo tempo uma ênfase para que as pessoas entendam o que se está querendo dizer, mas as três coisas tem haver com conceitos de impureza, sejam de Palavras ditas ou Alimentos comidos, nesse último caso no Antigo Testamento.

      Se você for mais específico em relação a passagem bíblica que te dá essa dúvida poderei te explicar melhor.

      Fica na Paz do Senhor!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *